O destino internacional que mais parece uma viagem doméstica — 4 horas de voo, sem passaporte, mesmo fuso — numa cidade encaixada entre a Cordilheira dos Andes e o litoral, em que a estação do ano muda o que você consegue enxergar.
Pablo García Saldaña, CC0, via Wikimedia Commons
Equipe Destino Vivo · Atualizado em 03 de setembro de 2026
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Vale muito, e é fácil: 4h de voo direto de São Paulo, entrada só com RG (Mercosul), mesmo fuso do Brasil e um dos melhores metrôs da América Latina. Vá em março-abril ou setembro-novembro, quando o céu abre e a Cordilheira aparece — o inverno traz chuva e smog. Reserve 3 a 4 dias pra cidade e mais 1 ou 2 pros bate-voltas (Valparaíso, Cajón del Maipo, vinícola). Conte R$ 350 a R$ 600 por dia por pessoa.
Março-abril (outono) e setembro-novembro (primavera) são as melhores janelas: 12-24°C, céu seco e limpo, e a Cordilheira nevada de fundo em quase toda foto. Evite o inverno (maio a agosto): é quando chove, e a inversão térmica no vale enche o céu de smog, tirando justamente a vista dos Andes que faz o miradouro valer. O verão (dezembro a fevereiro) passa dos 32°C e seca, mas a cidade esvazia
Quantos dias
3 a 4 dias pra cidade (miradouros, centro histórico, os bairros de Lastarria e Bellavista, museus) e mais 1 a 2 dias pros bate-voltas — Valparaíso e Viña del Mar num, Cajón del Maipo ou uma vinícola no outro; 2 dias cobrem só o essencial da capital
Custo médio
R$ 350-600/dia por pessoa no padrão intermediário (hotel 3 estrelas + refeições + metrô + um passeio); hostel em Providencia ou Bellavista desce pra R$ 220/dia; bate-volta com agência a Valparaíso ou Cajón del Maipo custa à parte
Como chegar
Voo direto de São Paulo (Guarulhos) a Santiago (Arturo Merino Benítez/SCL) em cerca de 4 horas — a rota mais movimentada entre Brasil e Chile, com LATAM, SKY, Gol e JetSmart somando mais de 50 voos diretos por semana; do aeroporto ao centro, ônibus (Turbus/Centropuerto) ou transfer levam de 30 a 50 minutos
O que checamos, e quando
Documento de entrada (Mercosul)
RG válido, emitido há menos de 10 anos, ou passaporte com 6 meses de validade — turismo até 90 dias · fonte: Acordo de Residência do Mercosul / Polícia Internacional do Chile · verificado em 2026-09-03
Sky Costanera — ingresso e horário
Cerca de CLP 23.000 (adulto); aberto todos os dias, 10h-21h, último elevador ~20h · fonte: Sky Costanera — site oficial · verificado em 2026-09-03
Metrô de Santiago — tarifa
Cerca de CLP 830 por viagem, variável por horário; pagamento por cartão contactless aceito, sem obrigar a tarjeta Bip · fonte: Metro de Santiago · verificado em 2026-09-03
Smog e inversão térmica
Entre maio e agosto a inversão térmica prende a poluição no vale e reduz a visibilidade da Cordilheira; qualidade do ar monitorada pelo SINCA · fonte: Ministerio del Medio Ambiente de Chile (SINCA) · verificado em 2026-09-03
Onde fica Santiago do Chile?
Santiago é a capital do Chile, num vale a cerca de 570 metros de altitude, entre a Cordilheira dos Andes a leste e a Cordilheira da Costa a oeste — 4 horas de voo direto de São Paulo, no mesmo fuso horário do Brasil na maior parte do ano.
Grátis (praça, pátios e visita guiada com agendamento)
Duração:
1h-1h30
A sede do governo do Chile, um palácio neoclássico de 1805 que foi bombardeado no golpe de 1973 e reconstruído — hoje aberto por dentro em visita guiada gratuita, com troca da guarda na praça em dias alternados.
A praça e os pátios internos que atravessam o palácio (Patio de los Naranjos, Patio de los Cañones) são de acesso livre em horário comercial. A visita guiada aos salões é gratuita, mas exige agendamento prévio pelo site da Presidência, com antecedência de dias — leve documento de identidade. A troca da guarda acontece de manhã, em dias alternados (confirme o calendário do mês). Embaixo da praça fica o Centro Cultural Palacio La Moneda, com exposições e cinema.
Como chegar: Métro linha 1, estação La Moneda
Rjcastillo, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
2Plaza de Armas, Catedral e Centro Histórico
Preço:
Grátis pra circular; museus com ingresso à parte, alguns gratuitos
Duração:
2-3 horas
O marco zero da cidade desde 1541 — a praça com a Catedral Metropolitana, o Correio Central, o Museo Histórico Nacional e a Municipalidade em volta, e a vida de rua de Santiago em cima.
É passeio de caminhada, sem hora marcada: a Catedral (entrada gratuita) e o Museo Histórico Nacional na praça, e a poucos quarteirões o Mercado Central, o Cerro Santa Lucía e o bairro dos tribunais. Vá de dia e fique atento à bolsa e ao celular — o centro é movimentado e o furto por trombada (o 'lanzazo') acontece aqui. A Calle Nueva York e a Bolsa de Comercio, no chamado 'bairro cívico', valem um desvio pela arquitetura do começo do século XX.
Como chegar: Métro linhas 3 ou 5, estação Plaza de Armas
Pavel Špindler, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons
3Cerro Santa Lucía
Preço:
Grátis
Duração:
1h-1h30
O morro no meio do centro onde Santiago foi fundada, transformado no século XIX num jardim romântico de escadarias, fontes e miradouros — o passeio verde mais central da cidade.
Abre todos os dias, das 9h às 19h no verão e até 18h no inverno, com entrada gratuita (há um livro de visitas na portaria que alguns funcionários pedem pra assinar). A subida principal começa na Terraza Neptuno, na Alameda, com a fachada amarela e a fonte. Do alto, o Castillo Hidalgo tem a vista panorâmica do centro. É uma subida curta mas íngreme, com pedra irregular — calçado firme ajuda.
Como chegar: Métro linha 1, estação Santa Lucía
Rjcastillo, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
4Barrio Lastarria e Bellas Artes
Preço:
Grátis pra circular; Bellas Artes e GAM gratuitos na coleção permanente
Duração:
2-3 horas
O quarteirão mais charmoso do centro — ruas de paralelepípedo entre o Cerro Santa Lucía e o Parque Forestal, com livrarias, cafés, o Museo de Bellas Artes e a feira de antiguidades no fim de semana.
Passeio de caminhada, ideal pro fim de tarde: a Calle José Victorino Lastarria e a Plaza Mulato Gil de Castro concentram os cafés e o GAM (Centro Gabriela Mistral), centro cultural gratuito num prédio brutalista. Ao lado, o Museo Nacional de Bellas Artes (entrada gratuita na coleção permanente) fica no Parque Forestal, à beira do Rio Mapocho. É um dos bairros mais seguros do centro pra andar à noite, com bares e restaurantes abertos até tarde.
Como chegar: Métro linha 1, estação Universidad Católica ou Bellas Artes
Carlos yo, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
5Barrio Bellavista e La Chascona
Preço:
Ruas grátis; La Chascona cerca de CLP 7.000
Duração:
2-3 horas com a casa-museu
O bairro boêmio de Santiago, ao pé do Cerro San Cristóbal — casas coloridas, muro grafitado, a vida noturna do Patio Bellavista e a La Chascona, uma das três casas-museu de Pablo Neruda.
A La Chascona, que Neruda construiu pra Matilde Urrutia com jardins em desnível e um cômodo em forma de barco, abre de terça a domingo (fecha às segundas), com ingresso por volta de CLP 7.000 e audioguia incluso — confira horário e valor na Fundación Neruda. O resto do bairro se caminha de dia pela cor das fachadas e à noite pelos bares; o Patio Bellavista concentra restaurante e artesanato num pátio fechado. Fica na base do funicular do San Cristóbal, dá pra emendar os dois.
Como chegar: Métro linha 5, estação Baquedano, + 10 min a pé
Carlos yo, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Muito boas
6Cerro San Cristóbal
Preço:
Funicular e teleférico com ingresso à parte, valor variável — confira no site do parque
Duração:
2-3 horas
O morro-parque de 300 metros que domina a cidade, com a estátua branca da Virgem no topo, um funicular de 1925 e a melhor vista de Santiago contra a Cordilheira — quando o céu ajuda.
Faz parte do Parque Metropolitano, o maior da cidade. Suba pelo funicular histórico, que parte de Bellavista (Pio Nono), ou pelo teleférico, que sai da Estação Oasis, do lado de Providencia — os dois cobram ingresso à parte e costumam ter horários que mudam por estação e manutenção, então confira no site do parque antes de ir. No topo estão o Santuário da Imaculada Conceição, com a estátua de 14 metros, e um mirante aberto. Vá numa manhã de céu limpo: em dia de smog, a Cordilheira some.
Como chegar: Métro linha 5, estação Baquedano, + caminhada até o funicular em Bellavista
David Berkowitz, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons
7Sky Costanera
Preço:
Cerca de CLP 23.000 (adulto); confira o valor vigente no site oficial
Duração:
1h-1h30
O mirante mais alto da América do Sul, no 61º e 62º andares da Gran Torre Santiago (300 metros) — vista de 360° da cidade inteira e, nos dias claros, da Cordilheira de ponta a ponta.
Fica no topo do shopping Costanera Center, em Providencia. Abre todos os dias, das 10h às 21h, com o último elevador subindo por volta das 20h. O ingresso de adulto gira em torno de CLP 23.000 (algo como R$ 145) e pode ser comprado no site oficial ou na bilheteria do shopping — em fim de semana e no fim de tarde a fila é maior. Vá num dia de céu limpo e, se puder, no fim da tarde, pra ver a cidade acender. Em dia de smog ou nublado, adie: sem a Cordilheira, o ingresso perde metade do valor.
Como chegar: Métro linha 1, estação Tobalaba, ligada ao shopping por passarela
Deensel, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons
8Bate-volta ao Cajón del Maipo
Preço:
Bate-volta com agência varia; por conta própria, aluguel de carro + combustível
Duração:
Dia inteiro
O desfiladeiro do Rio Maipo que sobe pra dentro dos Andes a partir do sudeste da cidade — represa de água turquesa (El Yeso), termas naturais e o cenário de alta montanha mais próximo de Santiago.
É o bate-volta clássico de natureza, e o mais fácil de fazer com agência: o roteiro-padrão sobe até o povoado de San José de Maipo, para no Embalse El Yeso (2.500 metros de altitude, estrada de terra no trecho final) e às vezes inclui termas. Dá pra ir por conta com carro alugado, mas a estrada de terra e a altitude pedem cautela. A cor turquesa da represa depende do degelo — mais forte no fim da primavera e no verão. No inverno, parte da rota pode estar com neve; confirme as condições no dia.
Como chegar: Agência com transporte saindo de Santiago, ou carro alugado (~1h30 até El Yeso)
Deensel, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons
9Bate-volta a Valparaíso e Viña del Mar
Preço:
Ônibus ida a Valparaíso barato; ascensores e museus à parte
Duração:
Dia inteiro
A dupla do litoral a 1h30 de Santiago: Valparaíso, cidade-porto de morros coloridos, murais e ascensores centenários, Patrimônio Mundial; e Viña del Mar ao lado, a praia urbana de jardins e cassino.
Dá pra fazer por conta própria: ônibus da Turbus ou Pullman Bus saem da estação Universidad de Santiago a cada poucos minutos e levam cerca de 1h30 até Valparaíso (Viña del Mar é a parada anterior). Em Valpo, o roteiro é subir aos cerros Alegre e Concepción de ascensor e caminhar pelas ruas de mural — de dia e no circuito turístico; a cidade tem áreas a evitar e o furto acontece. Um dia cobre um dos dois com calma, ou os dois num ritmo corrido.
Como chegar: Ônibus da estação Universidad de Santiago (métro linha 1), ~1h30 até Valparaíso
Deensel, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons
10Vinícola no Vale do Maipo (Concha y Toro)
Preço:
Tour com degustação cerca de CLP 20.000-30.000; confira o valor e reserve no site oficial
Duração:
Meio dia a um dia inteiro
O Vale do Maipo, o berço do vinho chileno, começa nos arredores de Santiago — e a Concha y Toro, fundada em 1883 em Pirque, é a mais visitada, com a adega Casillero del Diablo e a lenda do diabo que a batizou.
Fica em Pirque, a cerca de 40 minutos do centro. O tour clássico passa pelo jardim de castas, pela casa patronal, pelas parreiras com a Cordilheira de fundo e pela adega subterrânea do Casillero del Diablo, com degustação de três rótulos — sai por volta de CLP 20.000-30.000 e precisa de reserva no site oficial. Dá pra ir de metrô (linha 4 até Las Mercedes) + táxi curto, ou com agência que combina duas ou três vinícolas do vale (Santa Rita e Undurraga são as vizinhas) num dia.
Como chegar: Métro linha 4 até Las Mercedes + táxi, ou agência com transporte
Rjcastillo, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Se sobrar tempo
3 atrações · toque para abrirtoque para fechar
Mercado Central · Museo Chileno de Arte Precolombino · Museo de la Memoria y los Derechos Humanos
11Mercado Central
Preço:
Grátis pra circular; refeição varia muito por restaurante
Duração:
1h-1h30 com o almoço
O mercado de peixe de Santiago desde 1872, sob uma estrutura de ferro pré-fabricada na Inglaterra — bancas de frutos do mar frescos e restaurantes onde se almoça paila marina e congrio.
Funciona todos os dias, mais movimentado no almoço, entre 12h e 15h. Os restaurantes no centro do galpão são turísticos e mais caros, com garçom puxando cliente na porta; os bons e baratos ficam nas laterais e nos fundos, onde comem os locais. Peça paila marina (sopa de frutos do mar), ceviche de reineta ou congrio frito, e feche com um pisco sour. É lugar de bolsa fechada e atenção no movimento.
Como chegar: Métro linha 5, estação Puente Cal y Canto
Paulo JC Nogueira, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
12Museo Chileno de Arte Precolombino
Preço:
Cerca de CLP 7.000 (estrangeiro); confira no site oficial
Duração:
1h30-2h
A melhor coleção de arte dos povos originários da América do Sul reunida num museu — cerâmica, têxteis, ourivesaria e as múmias Chinchorro, as mais antigas do mundo, num palácio colonial restaurado.
Fica a um quarteirão da Plaza de Armas, na antiga Real Aduana. Abre de terça a domingo (fecha às segundas), das 10h às 18h, com ingresso por volta de CLP 7.000 pra estrangeiro; menor de 18 anos entra grátis, e há entrada gratuita em alguns domingos — confira no site oficial. A sala do Chile subterrâneo, com as múmias Chinchorro, é o ponto alto. Reserve pelo menos 1h30.
Como chegar: Métro linhas 3 ou 5, estação Plaza de Armas
TomasVial, CC0, via Wikimedia Commons
13Museo de la Memoria y los Derechos Humanos
Preço:
Grátis; audioguia à parte
Duração:
2-3 horas
O museu que documenta as violações de direitos humanos da ditadura de Pinochet (1973-1990) — depoimentos, fotos, cartas e objetos dos presos políticos e desaparecidos, num prédio suspenso projetado pra isso.
Fica em Quinta Normal, um pouco fora do circuito central. Abre de terça a domingo (fecha às segundas), das 10h às 18h, com entrada gratuita e audioguia pago à parte. É uma visita densa e emocionalmente pesada — não é passeio pra encaixar entre dois outros, e não é indicado pra crianças pequenas. Reserve uma manhã ou uma tarde inteira e saia com tempo pra respirar. A praça em frente tem o Memorial dos desaparecidos.
Como chegar: Métro linha 5, estação Quinta Normal
Carlos Figueroa Rojas, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Onde ficar em Santiago do Chile?
Hostal ForestalFaixa de preço: $Para quem: Sozinho e Grupo
Hostel bem avaliado no Barrio Lastarria, a caminhada do Cerro Santa Lucía, do Bellas Artes e da vida noturna — bairro central, seguro pra andar à noite e barato, boa base pra quem quer economizar.
Hotel Ismael 312Faixa de preço: $$Para quem: Casal
Hotel de charme numa casa antiga do Barrio Lastarria, a passos do GAM e do Parque Forestal — pra quem quer ficar no bairro mais andável do centro sem preço de rede grande.
Hotel Cumbres LastarriaFaixa de preço: $$$Para quem: Casal e Família
Quatro estrelas no coração de Lastarria, com piscina no terraço e vista do Santa Lucía — a opção de conforto mais bem localizada pra explorar o centro a pé.
Hotel BidasoaFaixa de preço: $$Para quem: Casal
Hotel boutique em Vitacura, bairro residencial tranquilo e arborizado no lado nobre da cidade — bom pra quem prioriza sossego e não se importa de depender de táxi ou aplicativo pro centro.
NH Collection Plaza SantiagoFaixa de preço: $$Para quem: Casal e Família
Quatro estrelas de rede na Alameda, com vista do Cerro Santa Lucía e metrô na porta (Universidad Católica) — previsível e prático pra quem usa o metrô pra tudo, incluindo os terminais de ônibus dos bate-voltas.
Hotel Boutique Le RêveFaixa de preço: $$Para quem: Casal
Boutique num casarão de estilo francês em Providencia, perto da estação Pedro de Valdivia — o bairro coringa de Santiago, com metrô em todo canto e restaurante pra todo bolso.
The Singular SantiagoFaixa de preço: $$$Para quem: Casal
Cinco estrelas de luxo discreto em Lastarria, com bar no rooftop virado pro Santa Lucía — a opção mais sofisticada desta lista sem sair do centro histórico.
Ritz-Carlton SantiagoFaixa de preço: $$$Para quem: Casal e Família
Cinco estrelas de rede internacional em Las Condes, colado ao metrô El Golf e ao circuito de escritórios e shoppings — pra quem quer estrutura grande de hotel e o lado mais moderno da cidade.
As faixas ($ a $$$) comparam hospedagens dentro deste destino e não são tarifa; sem faixa, não temos base para comparar. Preço e disponibilidade mudam por data: confira no momento da reserva.
Quando ir a Santiago do Chile?
Santiago tem as estações invertidas em relação ao Brasil, mas o clima é mediterrâneo e seco na maior parte do ano — o oposto de Buenos Aires, ali do outro lado dos Andes. O outono (março a maio) e a primavera (setembro a novembro) são as melhores janelas: 12°C a 24°C, céu limpo e a Cordilheira nevada de fundo em quase toda foto. O verão (dezembro a fevereiro) passa dos 32°C, é muito seco e a cidade esvazia — bom pros bate-voltas de montanha, cansativo pra caminhar na cidade ao meio-dia.
O inverno (junho a agosto) é o período a evitar por dois motivos que se somam: é quando concentra a chuva do ano, e a inversão térmica prende o smog no vale, deixando o céu de um cinza-amarelado que apaga a Cordilheira. Como boa parte do que se faz em Santiago é olhar dos miradouros — San Cristóbal, Sky Costanera, Santa Lucía —, o smog tira justamente o motivo de subir. Se a viagem for no inverno de qualquer jeito, priorize museu e bairro em vez de mirante, e escolha o dia mais limpo da previsão pros pontos altos.
A cozinha chilena de Santiago é de mar e de milho. O prato-símbolo do interior é o pastel de choclo, uma espécie de escondidinho de milho fresco sobre carne moída, frango, azeitona e ovo, servido em tigela de barro — a Fuente Chilena e restaurantes de bairro fazem o clássico. Do lado do mar, a paila marina (sopa de frutos do mar), o congrio (um peixe local) frito ou ensopado e o ceviche de reineta são o cardápio do Mercado Central e das picadas de peixe da cidade — procure as mesas laterais, onde comem os locais, não as do centro do galpão.
Pra sair da rota turística: o Barrio Italia, entre Providencia e Ñuñoa, virou point de brunch, café de especialidade e cozinha autoral em casas antigas reformadas, misturado com marcenaria e brechó. E a picada — o boteco chileno sem placa, de menu curto e preço baixo — é onde se come o dia a dia: peça a alguém do hotel uma indicação perto de onde você está.
Beba pisco sour, o coquetel nacional de aguardente de uva com limão, e experimente o mote con huesillo, a bebida gelada de trigo cozido com pêssego seco vendida em carrinho de rua, principalmente no verão. E o completo — o cachorro-quente chileno soterrado de abacate, tomate e maionese — é o lanche onipresente.
Antes de fazer as malas: a estação decide o que você vê
Santiago é uma cidade de olhar pra cima e pra longe — a Cordilheira dos Andes fechando o horizonte a leste é o que faz o San Cristóbal, o Sky Costanera e o Santa Lucía valerem a subida. E é exatamente isso que o inverno tira. Entre maio e agosto, a inversão térmica prende o ar frio e a poluição no fundo do vale, e o céu vira uma névoa cinza-amarelada que apaga a Cordilheira por dias seguidos. Não é raro nem exagero: é o padrão da estação.
Se você tem flexibilidade de datas, marque a viagem pra março-abril ou setembro-novembro. É quando o céu fica seco e limpo, a Cordilheira aparece com neve fresca no topo e as fotos dos miradouros rendem. O verão (dezembro a fevereiro) também tem céu limpo, mas o calor de 32°C+ pesa pra caminhar na cidade — em compensação, é a melhor época pros bate-voltas de montanha, quando o Embalse El Yeso está no auge do turquesa e as estradas do Cajón del Maipo estão livres de neve.
Se a viagem cair no inverno de qualquer forma, dá pra salvar: acompanhe a previsão de qualidade do ar (o índice ICAP, divulgado pelo governo) e reserve os pontos altos pro dia mais limpo da semana; nos dias de smog, troque miradouro por museu (Precolombino, Memoria, Bellas Artes), bairro (Lastarria, Bellavista, Barrio Italia) e mercado. E leve casaco de verdade: o inverno santiaguino é úmido e as casas costumam ter aquecimento fraco.
Brasileiro precisa de passaporte pra ir a Santiago do Chile?
Não necessariamente. Pelo acordo do Mercosul, brasileiro entra no Chile a turismo, por até 90 dias, com o RG em bom estado e emitido há menos de 10 anos (ou a nova CIN). A CNH não vale como documento de viagem. Se preferir usar o passaporte, ele precisa ter pelo menos seis meses de validade. Não há taxa de reciprocidade na entrada por via aérea.
Quantos dias são ideais pra conhecer Santiago?
3 a 4 dias pra cidade — miradouros (San Cristóbal, Sky Costanera), centro histórico e Plaza de Armas, os bairros de Lastarria e Bellavista, um ou dois museus — e mais 1 a 2 dias pros bate-voltas: Valparaíso e Viña del Mar num, Cajón del Maipo ou uma vinícola no Vale do Maipo no outro. Com 2 dias você vê só o essencial da capital.
Qual a melhor época pra ver a Cordilheira de Santiago?
Março-abril e setembro-novembro. Nesses meses o céu fica seco e limpo e a Cordilheira aparece nevada de fundo. Evite o inverno (maio a agosto): a inversão térmica prende o smog no vale e o céu cinza apaga a montanha por dias, justo quando o motivo de subir nos miradouros é a vista. No inverno, priorize museu e bairro e guarde os pontos altos pro dia mais limpo.
Como funciona o transporte público em Santiago?
O metrô é um dos melhores da América Latina, com 7 linhas, e cobre quase tudo que o turista precisa. A passagem custa cerca de 830 pesos chilenos (algo como R$ 5), com tarifa que varia por horário de pico. Não é mais obrigatório comprar a tarjeta Bip: dá pra pagar encostando cartão de crédito ou débito contactless direto na catraca. Os ônibus dos bate-voltas (Valparaíso, Viña) saem de terminais ligados ao metrô.
Santiago é segura pra turista?
É das capitais mais seguras da região, mas o furto por trombada (o 'lanzazo') e os golpes existem, principalmente no centro histórico, no Mercado Central e em Valparaíso. Não deixe o celular na mesa, carregue a bolsa fechada e na frente do corpo, e desconfie de estranho oferecendo 'câmbio ótimo' e chamando pra entrar num prédio — é golpe. Evite os bairros periféricos (La Pintana, Puente Alto) e a região da Estación Central pra se hospedar. Prefira táxi de aplicativo a táxi de rua.
Vai para Santiago do Chile?
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