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Destino Vivo
Enseada de água esverdeada cercada de mata atlântica em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, com barcos ancorados perto da areia

Ubatuba, SP

Mais de 100 praias espalhadas por 40 km de Rio-Santos, um passeio com cota de 177 pessoas por turno e um apelido honesto: Ubachuva.

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Equipe Destino Vivo · Atualizado em 10 de agosto de 2026

Guias com pesquisa de campo, preços checados e zero cilada. como fazemos →

Vale a pena: são mais de 100 praias em 40 km de costa, com trilhas, ilhas e mergulho a 230 km de São Paulo. Vá em abril, maio ou setembro, quando chove menos e ainda faz calor. Reserve 3 a 5 dias e conte de R$ 250 a R$ 600 por pessoa por dia, sem aéreo.

Neste guia
Melhor época
Abril–maio e setembro — o melhor equilíbrio entre calor e chuva; junho a agosto tem mais sol (16–18 dias) mas mínimas de 14–15 °C tiram a praia
Quantos dias
3 a 5 dias — 3 cobrem o centro e um lado da costa; 5 permitem norte (Couves e Picinguaba) + sul (Anchieta e trilhas) com folga para um dia de chuva
Custo médio
R$ 250–350/dia econômico · R$ 450–600/dia médio · R$ 900+/dia confortável, sem aéreo — mais estacionamento de praia R$ 15–25/dia e pedágio R$ 18–45/trecho
Como chegar
De carro de São Paulo: ~230 km pela Ayrton Senna/Carvalho Pinto (SP-070) até Taubaté e SP-125 descendo a serra. De ônibus: Tietê–Ubatuba pela Litorânea/Pássaro Marrom, R$ 90–150 por trecho, 4h30–6h

O que fazer em Ubatuba?

As clássicas

Ilha das Couves

É a única praia-ilha de Ubatuba com limite legal de visitantes, e é por isso que a água continua verde-esmeralda e a areia vazia até em janeiro.

A gente embarcaria em Picinguaba e em nenhum outro lugar. É o único ponto de saída que oferece os três turnos (8h, 11h e 14h) e garante as 3 horas cheias na ilha, com travessia de 10 a 15 minutos — a mais curta e a mais barata, e por isso a mais disputada. Custa R$ 100 a R$ 105 por pessoa ida e volta, com sinal de R$ 20 via Pix e o restante no embarque, em dinheiro ou cartão. Crianças até 2 anos, cadeirantes e pessoas autistas até 15 anos não pagam. A reserva sai só por WhatsApp, informando data, tamanho do grupo e forma de pagamento; não é obrigatória, mas é o que garante a vaga. E entenda o que está incluído: a travessia, nada além dela — leve água, comida e protetor.

R$ 100–105/pessoa ida e volta saindo de Picinguaba (sinal de R$ 20 via Pix) · outras saídas têm média citada a partir de R$ 70, com menos tempo na ilha · estacionamento em Picinguaba R$ 25/dia · 3h na ilha + 10–15 min de travessia por trecho (turno fechado) · Embarque na Vila de Picinguaba, ~42 km ao norte do centro pela Rio-Santos; turnos de 8h, 11h e 14h, reserva por WhatsApp com operador credenciado na APAMLN

Água turquesa transparente sobre pedras e areia clara na Ilha das Couves, com barcos fundeados e mata fechada
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Praia de Itamambuca

São 2 km de faixa com a onda mais consistente do litoral norte — e a foz do rio Itamambuca vira piscina natural para quem não surfa.

É a praia que resolve viagem de grupo desigual: quem surfa fica na arrebentação, quem não surfa fica na foz do rio, e ninguém precisa negociar. Está a 14 km ao norte do centro, o que a torna também a melhor base de quem vai focar em Ilha das Couves e Picinguaba. A praia é gratuita, mas o estacionamento na entrada é pago — em Ubatuba isso é regra, não exceção, e some do orçamento de quem só somou hospedagem e comida.

Gratuito (estacionamento pago na entrada) · Meio dia · 14 km ao norte do centro pela Rio-Santos (BR-101/SP-055)

Amanhecer em Itamambuca com silhuetas de surfistas, rio encontrando o mar e névoa nos morros
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Aquário de Ubatuba

É o plano B canônico para dia de chuva — e o único atrativo da cidade aberto até 22h, o que resolve a noite com criança.

Numa cidade apelidada de Ubachuva, saber onde ir quando fecha o tempo vale mais do que uma décima praia na lista. Abre seg–qua das 10h às 22h e qui–dom das 9h às 22h, e é justamente esse horário esticado que o diferencia: dá para ir depois do jantar. Inteira R$ 60, meia R$ 30 para 4 a 17 anos, estudantes e 60+, grátis até 3 anos. Reserve 1h30 a 2h. Fica na Rua Guarani, 859, no Itaguá, e está colado no Projeto TAMAR — a gente emendaria os dois no mesmo turno.

Inteira R$ 60 · meia R$ 30 (4–17 anos, estudantes, 60+) · grátis até 3 anos · 1h30–2h · Rua Guarani, 859, Praia do Itaguá — tel (12) 3834-1382; a pé de qualquer ponto do Itaguá

Salão escuro de aquário com tanque iluminado de raias e peixes de recife
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Projeto TAMAR — Museu Aberto das Tartarugas Marinhas

São tanques de tartaruga dentro de uma base de pesquisa real, não de um aquário comercial — e fica colado no Aquário, a 3 km do centro.

A diferença em relação ao Aquário é de natureza: aqui você está num centro de visitantes de projeto de conservação, com o material didático que vem junto. Inteira R$ 40, meia R$ 20, e existe passaporte família para 2 adultos e 2 crianças por R$ 98 — que é a conta que fecha melhor se você vai com filhos. Moradores e crianças até 5 anos não pagam. Funciona das 10h às 17h, mas as fontes divergem sobre quais dias da semana, então ligue antes de montar o dia em volta dele. Uma hora a uma hora e meia dá conta.

Inteira R$ 40 · meia R$ 20 · passaporte família (2 adultos + 2 crianças) R$ 98 · grátis para moradores e até 5 anos · 1h–1h30 · Rua Antônio Atanázio, 273, Praia do Itaguá — a 3 km do centro e a poucos metros do Aquário; abre das 10h às 17h (confirme os dias)

Tartaruga marinha nadando perto da superfície em tanque aberto cercado de vegetação tropical
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Ilha Anchieta (Parque Estadual)

Um presídio em ruínas dentro da mata atlântica, sete praias e o melhor ponto de mergulho raso do estado — tudo numa ilha só.

É o passeio de dia inteiro que a gente encaixaria se tiver que escolher um só no lado sul. São duas cobranças separadas e vale entender antes: o ingresso do parque custa R$ 30 por adulto e R$ 15 por criança, comprado online, e o barco sai a R$ 110 por pessoa da Praia da Enseada, com embarque às 11h. Some o estacionamento na Enseada, R$ 15 a R$ 25 o dia, e a conta real por pessoa passa de R$ 150. Reserve umas 6 horas — a ilha tem trilhas e as ruínas pedem tempo. O horário de funcionamento que circula (qui–dom, 9h às 17h) vem de fonte antiga; confirme na operadora ao fechar o barco.

Ingresso do parque R$ 30 adulto / R$ 15 criança (online) + barco R$ 110/pessoa da Praia da Enseada · estacionamento na Enseada R$ 15–25/dia · Dia inteiro (~6h) · Barco saindo da Praia da Enseada às 11h; ingresso do parque comprado online antes

Ruínas do antigo presídio da Ilha Anchieta tomadas pela mata, ao lado de praia calma de água clara
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Muito boas

Praia do Félix

O canto direito vira piscina natural na maré baixa, então funciona para criança e para snorkel na mesma faixa de areia — com quiosques, o que é raro no norte.

Essa combinação é mais incomum do que parece: quase toda praia bonita do norte de Ubatuba obriga a escolher entre estrutura e água boa. O Félix entrega os dois, a 14 km do centro. É também a porta de entrada da Praia do Português, que fica a uns 20 minutos de trilha dali — e é assim que a gente montaria o dia, meio período em cada. Praia gratuita, e o canto direito só cumpre a promessa com a maré baixa, então cheque a tábua.

Gratuito · Meio dia · 14 km ao norte do centro pela Rio-Santos

Enseada do Félix com areia dourada, pedras grandes e ondas turquesa entre costões de mata
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Praia do Português

É uma piscina entre dois paredões de rocha e o melhor snorkel de Ubatuba sem pagar barco — o acesso é só por trilha curta a partir do Félix.

Aqui está o argumento que a gente defende: você não precisa de uma travessia de R$ 100 para ver peixe em Ubatuba. Uma caminhada de cerca de 20 minutos desde a Praia do Félix entrega água protegida entre paredões, de graça. Não há estrutura nenhuma, então leve água e não conte com quiosque. Duas a três horas na água resolvem, e o retorno é a mesma trilha.

Gratuito · 2–3h (trilha de ~20 min desde o Félix) · Trilha curta a partir da Praia do Félix, 14 km ao norte do centro

Praia pequena e calma com canoas de pesca sob árvores debruçadas na areia
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Trilha das Sete Fontes

É a única trilha longa de Ubatuba que termina em praia com cachoeira caindo na areia — e sai do Saco da Ribeira, a base náutica da cidade.

Cachoeira desembocando direto na praia é o tipo de cena que justifica um dia inteiro de caminhada, e essa é a trilha que entrega. Conte cerca de 6 horas para os 7 km ida e volta, em nível fácil a moderado — algumas fontes falam de 4 km só na ida, então trate a distância como faixa e leve comida para o dia. Não se paga nada e dá para fazer sem guia, mas há guias locais disponíveis se você preferir. A saída é pelo Saco da Ribeira/Flamengo, no lado sul.

Gratuito (guia opcional) · ~6h, 7 km ida e volta, nível fácil a moderado · Trailhead na Praia do Saco da Ribeira / Flamengo, lado sul

Trilha de mata atlântica com pequena cachoeira e poços naturais entre pedras com musgo
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Trilha da Praia Brava da Almada

Dentro do Núcleo Picinguaba, é a trilha que deixa você escolher o próprio nível: 20 a 40 minutos saindo da Praia do Engenho, ou o trekking completo de 3 a 4 horas.

Poucas trilhas dão essa opção, e é o que a torna útil para grupo misto — parte do grupo faz a versão curta pelo Engenho, parte encara os 3 a 4 km moderados. A gente faria a versão longa em dia seco e só a curta depois de chuva: o trecho é íngreme e fica escorregadio de verdade. Está a uns 38 km ao norte do centro, o que praticamente obriga a emendar com outro programa da região de Picinguaba no mesmo dia. Gratuita.

Gratuito · 20–40 min pela versão curta (via Praia do Engenho) ou 3–4h no trekking completo (3–4 km, moderada) · ~38 km ao norte do centro, no Núcleo Picinguaba; versão curta sai da Praia do Engenho

Praia da Fazenda e Núcleo Picinguaba (PESM)

É a sede do Parque Estadual da Serra do Mar em Ubatuba — 47.500 hectares, cerca de 80% do território do município — com 3 km de areia escura e vila caiçara ao lado.

Vale corrigir um dado que circula: a entrada é gratuita, R$ 0,00, conforme a Fundação Florestal. Há guias cobrando R$ 10 na internet, mas a fonte oficial diz o contrário. Funciona de quarta a domingo, das 8h às 17h, e é aqui que você entende a escala de Ubatuba — praticamente toda a cidade está dentro de uma unidade de conservação. O que custa dinheiro é o estacionamento na vila de Picinguaba, R$ 25 o dia. Como é o mesmo distrito de onde saem os barcos para a Ilha das Couves, a gente juntaria os dois no mesmo dia ou no mesmo pernoite no norte.

Entrada gratuita (Fundação Florestal) · estacionamento em Picinguaba R$ 25/dia · Meio dia · Extremo norte do município, na região de Picinguaba (~42 km do centro); aberto qua–dom, 8h–17h

Imensa praia deserta da Fazenda com vegetação de restinga, rio de mangue e montanhas ao fundo
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Praia do Lázaro

Mar calmo e raso com estrutura completa: é a praia padrão para quem viaja com criança pequena no lado sul.

Quando alguém pergunta qual praia de Ubatuba levar filho de 3 anos, a resposta é essa, e não tem muito debate. Está a 16 km ao sul do centro, é gratuita e tem estrutura de sobra. O entorno do Lázaro também é uma das bases de hospedagem mais indicadas para família — vale considerar dormir na região se o roteiro é todo no sul, porque poupa Rio-Santos todos os dias. Em troca, quase não há vida noturna.

Gratuito · Meio dia · 16 km ao sul do centro pela Rio-Santos

Mar manso e claro da Praia do Lázaro com barcos ancorados na enseada
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Praia Domingas Dias

São 400 m de areia fina e água esverdeada sem um único quiosque — o sossego mais acessível do lado sul.

É a nossa escolha para o meio da tarde de um dia sem plano: pequena, verde e silenciosa, a poucos minutos do Lázaro. A ausência de quiosque é a característica principal, não um detalhe — leve água, comida e sombra, porque não há nada ali. Justamente por ser curta, enche rápido em feriado; ir cedo ou depois das 15h faz diferença. Gratuita.

Gratuito · 2–3h · Lado sul, nas proximidades da Praia do Lázaro, pela Rio-Santos

Enseada pequena e tranquila de Domingas Dias, areia branca e água transparente com casas escondidas na mata
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Batismo de mergulho — Ilha Anchieta e Praia do Cedro

É a primeira cilindrada sem curso e sem saber nadar, dentro de um parque estadual, com tartarugas a 8 metros de profundidade.

Sobre preço, aqui a gente é direta: circulam valores de R$ 350 em guias antigos e isso não corresponde mais à realidade. As operadoras atuais praticam R$ 650 por pessoa incluindo treinamento, equipamento e instrutor PADI, e há cotações a partir de R$ 930. Orce R$ 650 como piso e trate qualquer coisa muito abaixo disso com desconfiança. A imersão em si dura 30 a 40 minutos, mas o programa toma meio dia entre briefing, deslocamento e equipagem. É o passeio mais caro desta lista e o único que a gente recomendaria mesmo assim para quem nunca mergulhou.

R$ 650/pessoa incluindo treinamento, equipamento e instrutor PADI · outras operadoras cotam a partir de R$ 930 (o valor de R$ 350 que circula em guias está defasado) · 30–40 min de imersão, meio dia de programa · Saídas com operadoras credenciadas rumo à Ilha Anchieta e à Praia do Cedro

Se sobrar tempo

Ilha do Prumirim e Cachoeira do Prumirim

Quinze minutos de barco para a água mais límpida do norte, com uma cachoeira de beira de estrada na volta — o combo cabe em meio dia.

Esse é o passeio de ilha para quem não conseguiu vaga na Couves ou não quer gastar R$ 100 por pessoa: o barco sai a R$ 40 e a travessia leva cerca de 15 minutos. A cachoeira fica praticamente na Rio-Santos, no caminho de volta, e é o tipo de parada de 30 minutos que fecha bem a tarde. Está a 19 ou 20 km ao norte do centro. Não substitui a Couves em cenário, mas substitui em custo e em facilidade.

Barco R$ 40/pessoa (~15 min) · cachoeira sem cobrança de entrada · Meio dia · 19–20 km ao norte do centro pela Rio-Santos, com embarque na Praia do Prumirim

Centro Histórico de Ubatuba

É um núcleo de 1637 com Casarão do Porto, Paço Nóbrega e Igreja Matriz em quatro quadras — o programa de fim de tarde ou de dia nublado.

Ninguém vai a Ubatuba pelo centro histórico, e não vamos fingir o contrário. O valor dele é de encaixe: cabe em duas horas, é de graça para circular e funciona exatamente naquele fim de tarde em que fechou o tempo e não faz sentido dirigir 30 km até uma praia. Alguns museus podem cobrar entrada. Aproveite para passar no Mercado de Peixe, ali perto, se quiser cozinhar.

Gratuito para circular (museus podem cobrar) · 2h · A pé no centro de Ubatuba, próximo ao porto

Trilha das Sete Praias (Bonete e Cedro do Sul)

É a travessia clássica do lado sul: sai da Lagoinha e encadeia praias que não têm acesso por carro.

Conte cerca de 5 horas e trate como programa de dia inteiro, porque o deslocamento até a Lagoinha já consome tempo. O ponto forte é o mesmo das travessias litorâneas em geral: as praias do caminho só recebem quem chega a pé ou de barco, então o cenário é vazio por construção. É gratuita. A gente colocaria essa trilha no quinto dia de viagem, não no segundo — ela compete com a Ilha das Couves e com a Anchieta pelo mesmo dia bom de sol.

Gratuito · ~5h · Trailhead na Praia da Lagoinha, lado sul

Onde ficar em Ubatuba?

  • Hotel GipritaFaixa de preço: $

    Opção econômica com localização central no Itaguá — tudo a pé, sem depender de carro para jantar ou sair à noite.

  • Pousada JambooFaixa de preço: $

    Central, com piscina, sauna e café incluso: estrutura acima da média da faixa econômica da cidade.

  • Hotel CoquilleFaixa de preço: $$

    Apontado como o melhor custo-benefício da região central, no Itaguá — o eixo de restaurantes e comércio da cidade.

  • Hotel Porto Di MareFaixa de preço: $$

    Pé na areia na Praia da Enseada, com piscina e restaurante — e é dali que saem os barcos para a Ilha Anchieta e a trilha das Sete Fontes, o que mata deslocamento no dia do passeio.

  • Hotel Solar das Águas CantantesFaixa de preço: $$

    Charme colonial e serviço elogiado, perto da Praia do Lázaro, no eixo de praias calmas do sul — a base de família.

  • Itamambuca Eco ResortFaixa de preço: $$$

    Frente para a melhor onda da cidade, com quadras, piscina e spa: resolve norte, surf e estrutura ao mesmo tempo, combinação que nenhuma outra base entrega.

  • Villa di RiminiFaixa de preço: $$$

    Faixa premium com localização central — nesse patamar, ecolodges e hotéis de charme chegam perto de R$ 1.000 a diária na alta temporada.

Quando ir a Ubatuba?

Vá em abril, maio ou setembro. Esses são os meses em que Ubatuba entrega calor sem o pico de chuva: cerca de 100 a 160 mm, contra 280 a 320 mm em janeiro e fevereiro, com máximas ainda entre 25 e 28 °C e 13 a 16 dias de sol no mês.

O apelido é justo e vale dizer com clareza: Ubatuba está entre os municípios mais chuvosos do Brasil e nenhum mês do ano é seco. O mínimo anual fica em julho, e mesmo ele registra de 60 a 126 mm dependendo da série consultada. Se você espera cinco dias limpos de sol, está fazendo a aposta errada — planeje com um dia de chuva no roteiro e tenha o Aquário, o TAMAR e o centro histórico guardados para ele.

Junho a agosto é o bloco mais confiável em número de dias de sol: 15 a 18 por mês, contra 8 a 10 em janeiro. O problema é a temperatura. As mínimas caem para 14 a 15 °C e a água do mar acompanha, o que basicamente cancela o principal motivo de ir a Ubatuba. Serve muito bem para trilha e para centro histórico; serve mal para praia.

Uma nota de honestidade sobre os dados: as duas séries de chuva que encontramos divergem em até duas vezes em julho (60 contra 126 mm) e em setembro (110 contra 179 mm), e nenhuma cita a normal climatológica do INMET. As duas concordam no que importa para a decisão — janeiro e fevereiro são o pico e o inverno é o vale — mas trate os números do meio do ano como estimativa, não como precisão.

Março é o mês de dentro que quase ninguém indica: calor de verão sem a multidão de janeiro e sem o pico de chuva de fevereiro. Se a sua agenda não permite abril ou setembro, é onde a gente olharia primeiro.

Como chegar: de São Paulo são 220 a 250 km de carro, com média de 230 km até o centro, pela Ayrton Senna e Carvalho Pinto (SP-070) até Taubaté e depois a SP-125, descendo a serra. Some pedágio de R$ 18 a R$ 45 por trecho, dependendo da rota, porque isso muda o orçamento de um fim de semana. De ônibus, a Litorânea e a Pássaro Marrom (grupo JCA) saem do Tietê por R$ 90 a R$ 150 por trecho, em 4h30 a 6h. Vindo de Paraty, são 70 km pela Rio-Santos.

E leve carro. As praias-destino ficam a 14 e 44 km do centro, tudo se referencia por quilômetro da Rio-Santos, e a malha de ônibus municipal não serve bem trailheads e pontos de embarque de barco. Ubatuba é, na prática, uma cidade de 40 km de extensão — sem carro, você fica restrito ao centro e ao Itaguá.

Quantos dias: 3 a 5. Com 3 você cobre o centro (Aquário, TAMAR, centro histórico) e um dos dois lados da costa. Com 5 dá para fazer o norte, com Ilha das Couves e Picinguaba, o sul, com Ilha Anchieta e trilhas, e ainda o centro, com uma folga para o dia em que chover.

Onde comer em Ubatuba?

Coma no Itaguá. A concentração gastronômica da cidade é esmagadoramente nesse bairro, e isso não é detalhe de conveniência — é um dos argumentos mais fortes para escolher a base central em vez de uma pousada isolada em praia distante, onde jantar significa dirigir 20 km à noite pela Rio-Santos.

O prato que define a cidade é o peixe com banana, o tradicional caiçara, em que o garçom ensina a amassar a banana-da-terra no caldo do peixe. Para peixe grelhado e camarão, o Rei do Peixe (Rua Guarani, 480, Itaguá) tem mais de 30 anos de casa, e o Rei do Camarão, na orla do Itaguá, é conhecido pelo camarão empanado recheado com catupiry. O Raízes (Av. Leovigildo Dias Vieira, 1280) resolve frutos do mar, carnes, massas e pizza de frente para o mar, na faixa de R$ 50 a R$ 100 por pessoa — é a aposta segura de grupo que não concorda em nada.

Se a noite é para gastar bem, o Terra Papagalli trabalha proposta gourmet com cortes nobres e frutos do mar com vista, em torno de R$ 80 a R$ 150 por pessoa, e o Jardim (Av. Leovigildo Dias Vieira, 262) combina ambiente elegante com coquetelaria. Para outros perfis: o Mangarito (Rua Tamôios, 80) é cozinha natural com foco vegetariano e vegano, o que em Ubatuba é raridade real e não frescura de guia; a Forneria Bixiga (Rua Antônio Carlos Ribeiro, 85) faz pizza em forno a lenha; e o Pistache, no centro, é a sorveteria de fim de tarde.

Para economizar de verdade, vá ao Mercado de Peixe, no centro, perto do porto: peixe fresco direto da frota, que é a saída óbvia de quem alugou casa ou apartamento com cozinha. Numa cidade em que a diária média com passeios passa de R$ 500 por pessoa, duas ou três refeições feitas em casa mudam a matemática da viagem.

Onde ficar em Ubatuba — norte, centro ou sul?

A escolha da base é a decisão que mais afeta a sua viagem em Ubatuba, mais do que a pousada em si. Motivo: a cidade se estende por cerca de 40 km de Rio-Santos, os pontos de saída de barco ficam nas pontas, e hospedar-se no lado errado custa uma hora e meia de estrada por dia. A regra prática é essa: quem vai focar em Ilha das Couves e Picinguaba dorme no norte; quem vai focar em Ilha Anchieta e Sete Fontes dorme no sul ou no centro.

Itaguá e centro é a base mais indicada, e concordamos. Concentra restaurantes, mercados e vida noturna, tem Aquário e Projeto TAMAR a pé, e fica equidistante do norte e do sul pela Rio-Santos — o que significa que nenhum passeio fica proibitivo. O preço é movimento e estacionamento difícil. Se você tem 3 dias e não decidiu ainda para que lado vai, fique aqui e não pense mais nisso.

Praia Grande são 2 km de orla urbanizada a cerca de 5 km do centro, com a maior concentração de quiosques da cidade. É a opção número um de pé na areia com estrutura, e é onde a gente ficaria com criança pequena querendo quiosque e orla movimentada. Lota na alta temporada.

Lázaro e Domingas Dias, no sul, é o eixo de mar calmo e perfil família, tranquilo e bonito, com a contrapartida de quase nenhuma vida noturna. Maranduba, também no sul, tem praia extensa, quiosques e saídas de barco, com vibe mais calma que o centro e boa relação entre estrutura e sossego — mas está a mais de 40 km de Picinguaba e da Ilha das Couves, então não escolha Maranduba se a Couves é o motivo da viagem.

Itamambuca e o norte é natureza preservada e surf, e a melhor base para Couves e Picinguaba. Em troca, o comércio é limitado, o centro fica longe e carro deixa de ser conveniência e passa a ser requisito. É a base para quem tem 5 dias e um plano claro no norte, não para quem quer flexibilidade.

Agora as praias por perfil, que é a decisão seguinte. Família com criança: Lázaro (16 km sul) é o padrão-ouro de mar calmo e raso; Enseada soma mar tranquilo, boa infraestrutura e ponto de embarque de barcos; Félix (14 km norte) tem o canto direito com mar de piscina; Praia Grande é extensa, calma e colada ao centro; e Ubatumirim é extensa, calma e com pouca gente.

Surf: Itamambuca (14 km norte) é a queridinha, entre as melhores do litoral brasileiro para surf, SUP e caiaque; Praia Vermelha do Centro é o pico dos locais, dentro da cidade; e Brava da Almada (38 km norte) tem ondas para quem já pratica, com acesso por trilha.

Sossego: Praia do Léo (20 km norte) é pouco conhecida e tem mar azul quase sem onda; Brava do Camburi (44 km norte) é praticamente deserta; Flamengo (15 km sul) é faixa tranquila; Domingas Dias tem 400 m sem quiosque; Conchas exige 10 minutos de trilha e entrega água turquesa sem infraestrutura; e Puruba são 1,5 km de encontro de rio e mar, quase vazios.

Estrutura e quiosques: Praia Grande lidera com folga, seguida do Félix, que é a exceção com boa estrutura no norte, da Almada, com bares e restaurantes, e do Prumirim (20 km norte), que junta areia branca, água cristalina e variedade de quiosques — provavelmente a melhor relação entre beleza e conforto da cidade.

Mergulho e snorkel: Praia do Português (14 km norte) é o melhor snorkel de praia, com a piscina entre paredões; Ilha do Prumirim (19 km norte) tem água extremamente límpida por R$ 40 de barco; Ilha das Couves (43 km norte) é o verde-esmeralda; e Ilha Anchieta com a Praia do Cedro são os pontos de cilindro, onde acontece o batismo.

Perguntas frequentes

Quantos dias são necessários para conhecer Ubatuba?

De 3 a 5 dias é o intervalo recomendado. Com 3 dias você cobre o centro (Aquário, Projeto TAMAR, centro histórico) e um dos dois lados da costa; com 5, dá para fazer o norte (Ilha das Couves e Picinguaba) e o sul (Ilha Anchieta e trilhas) sem correr e ainda sobra folga para um dia de chuva.

Qual a melhor época para ir a Ubatuba?

Abril, maio e setembro são o melhor equilíbrio entre calor e chuva, com 100 a 160 mm por mês e 13 a 16 dias de sol. Julho e agosto têm mais sol (16 a 18 dias, contra 8 a 10 em janeiro), mas as mínimas caem para 14 a 15 °C e tiram a praia da conta.

Por que Ubatuba é chamada de "Ubachuva"?

Porque o município tem clima tropical úmido e está entre os mais chuvosos do Brasil: janeiro e fevereiro passam de 300 mm por mês. Nenhum mês do ano é realmente seco — o mínimo fica entre 60 e 126 mm em julho, dependendo da série consultada. Chuva rápida de fim de tarde é normal até na baixa temporada.

Precisa agendar para ir à Ilha das Couves?

O agendamento não é obrigatório, mas é o que garante a vaga: a ilha aceita 177 visitantes por turno de 3 horas, em 3 turnos diários (8h, 11h e 14h), totalizando 531 pessoas por dia. Essa cota é dividida entre todos os operadores da costa, não por barco — em alta temporada, reserve com antecedência e só com operadores credenciados na APAMLN.

Quanto custa o barco para a Ilha das Couves?

Saindo de Picinguaba, a travessia ida e volta custa R$ 100 a R$ 105 por pessoa, com sinal de R$ 20 via Pix e o restante no embarque. Crianças até 2 anos, cadeirantes e pessoas autistas até 15 anos não pagam. Outros pontos de saída têm médias citadas a partir de R$ 70, mas com menos tempo de permanência na ilha.

Qual a praia mais bonita de Ubatuba?

Entre as mais de 100 praias, Prumirim (20 km do centro, areia branca, água cristalina e bons quiosques) e Praia do Félix lideram as listas que combinam estrutura e beleza. Para água esmeralda sem multidão, a referência é a Ilha das Couves. Praia Grande lidera em movimento e infraestrutura, não em beleza.

Quanto custa uma viagem para Ubatuba?

Um roteiro de 3 dias com passeios sai em torno de R$ 1.583 por pessoa (cerca de R$ 528 por dia), e 5 dias em versão básica ficam perto de R$ 3.000 (cerca de R$ 600 por dia). A hospedagem vai de R$ 200 a R$ 600 a diária, sem contar pedágio (R$ 18 a R$ 45 por trecho) e estacionamento de praia (R$ 15 a R$ 25 por dia).

Onde ficar em Ubatuba — qual o melhor bairro?

Itaguá é a base mais recomendada: concentra restaurantes, comércio e vida noturna, tem Aquário e Projeto TAMAR a pé e fica equidistante do norte e do sul pela Rio-Santos. Praia Grande é a escolha de pé na areia com estrutura, Lázaro e Maranduba servem família e sossego, e Itamambuca é para surf e natureza, com comércio limitado e dependência de carro.

Vai para Ubatuba?

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