O passeio de barco é a decisão central da sua viagem, e ela se resume a uma pergunta: este barco tem licença de desembarque na Ilha do Farol? Todos saem do Cais da Praia dos Anjos, todos duram de 3h30 a 4h30 e todos fazem mais ou menos o mesmo trajeto. O que separa um passeio bom de uma frustração é a autorização de pisar na praia mais bonita do destino — e nem todo barco a tem.
O roteiro padrão, em ordem: parada em terra na Ilha do Farol (40 a 50 minutos), Prainhas do Pontal do Atalaia com a Gruta do Amor, e Praia do Forno com 30 a 40 minutos para mergulho livre. Em navegação, sem desembarque, passam a Fenda de Nossa Senhora, a Pedra do Gorila (ou Pedra do Macaco), a Gruta Azul e o Boqueirão. Alguns itinerários com Farol, Prainhas e snorkel chegam a 5 horas.
Os preços de 2026: escuna ou catamarã compartilhado de R$ 60 a R$ 180 por pessoa, com a entrada de faixa em R$ 65 a R$ 70 e o roteiro tradicional sem churrasco nem cilindro entre R$ 60 e R$ 100. Operadores econômicos ficam em R$ 65 a R$ 80; os premium, como Saveiro Don Juan e Arraial Vip Turismo, em R$ 100 a R$ 150. Barco privativo ou lancha parte de R$ 1.100 para grupo pequeno. Como referência, um passeio com desembarque garantido na Ilha do Farol foi visto por volta de R$ 150 por pessoa.
Agora as taxas que ninguém soma no anúncio, e que só saem em dinheiro: R$ 15 de taxa de embarque municipal no Cais da Praia dos Anjos, mais R$ 10 de FIPAC se houver desembarque na Ilha do Farol. Se você for de barco-táxi em outro dia, some R$ 2 no balcão da associação de barqueiros. Se for de carro às Prainhas, cerca de R$ 20 de estacionamento em baixa temporada. Não é muito dinheiro, mas é dinheiro físico, e o caixa eletrônico da fila do cais é um lugar ruim para descobrir isso.
Mudou uma regra grande em 2026: caixas térmicas e coolers estão proibidos pela Marinha nos passeios coletivos, e o "open bar" com comida ilimitada foi banido — a fiscalização apertou. Os bares de bordo agora vendem bebida e petisco avulsos, então leve dinheiro. Água mineral normalmente segue como cortesia. Se você comprou passeio em Arraial antes de 2026 e lembra da caipirinha ilimitada, ajuste a expectativa: aquele produto não existe mais no compartilhado. Barcos maiores têm dois andares, bar, banheiro e às vezes tobogã; privativos permitem música, churrasco a bordo e controle do tempo de parada.
A restrição da Ilha do Farol é o ponto que mais gera reclamação e o que menos se explica. A ilha é da Marinha do Brasil e o acesso é exclusivamente por embarcação autorizada — barco particular não atraca sem autorização especial. A cota é de 250 pessoas simultâneas e a permanência vai de 40 minutos a 1 hora. Você não desembarca com mochila, bolsa, calçado (nem chinelo), comida, bebida — nem água —, caixa de som, drone ou qualquer item que gere lixo, e o banho é só nas áreas demarcadas. As trilhas do Farol Velho e do farol novo pedem autorização separada e não fazem parte da visita de praia. Como a liberação é diária, o itinerário exato não é garantido na véspera; sair cedo aumenta a chance de pegar a cota antes do movimento.
E desfaça um mito antes de fechar qualquer coisa: não existe barco-táxi para a Praia do Farol. O táxi-boat da Praia dos Anjos cobre a Praia do Forno e as Prainhas do Pontal / Praia do Pontal, por R$ 15 o trecho ou cerca de R$ 20 ida e volta, mais R$ 2 de taxa no balcão, com o horário de retorno combinado no embarque — no Forno o desembarque pode exigir entrar na água. Para o Farol, só barco de passeio autorizado. A nossa recomendação final: pergunte por escrito sobre a licença de desembarque, reserve para o primeiro dia cheio da viagem e leve cédulas.