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Destino Vivo
Vista aérea da Ilha de Santa Catarina com a Ponte Hercílio Luz iluminada ligando o Centro de Florianópolis ao continente ao anoitecer

Florianópolis, SC

A ilha onde a decisão mais importante não é qual praia visitar, mas em qual delas dormir — e onde a água do mar é mais fria do que ninguém te avisou.

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Equipe Destino Vivo · Atualizado em 10 de agosto de 2026

Guias com pesquisa de campo, preços checados e zero cilada. como fazemos →

Vale a pena, com uma ressalva: a água é fria. Floripa junta 42 praias, trilhas para praias sem estrada e a Ilha do Campeche num raio de 50 km. Vá em março — água em torno de 24 °C, chuva caindo, argentino e paulista já foram. Reserve 5 dias e conte de R$ 250 a R$ 800 por dia.

Neste guia
Melhor época
Março, com abril em segundo — a água do mar passa de 21 °C só entre outubro e maio, e fevereiro é ao mesmo tempo o mês mais chuvoso (~200 mm) e um dos mais lotados
Quantos dias
5 dias no ideal (um por região: norte, leste, sul, Ilha do Campeche e Centro, com folga para chuva); 3 é o mínimo e obriga a escolher entre Campeche e o resto
Custo médio
~R$ 250-330/dia econômico · ~R$ 550-800/dia conforto · R$ 2.000+/dia alto padrão, por pessoa e sem aéreo — comer é o item que mais pesa
Como chegar
Voo ao Aeroporto Internacional Hercílio Luz (FLN), na própria ilha, ao sul do Centro; carro pequeno na média de R$ 99/dia nas locadoras do aeroporto

O que fazer em Florianópolis?

As clássicas

Jurerê Internacional (norte)

É o único lugar da ilha onde água morna e badalação coexistem — em Floripa isso é raro, não óbvio.

O norte tem o mar mais calmo e mais quente da ilha, e Jurerê é o extremo dessa lógica: bairro de mansões, beach clubs e festa concentrada no verão. A praia em si é gratuita; o que custa é sentar. Jurerê e a Brava são as duas praias onde quiosque, cadeira e bebida pesam bem mais que no resto da ilha — não conseguimos confirmar valores de 2026, então chegue sabendo que aqui o consumo é o mais alto da ilha. Se você quer a água quente sem a conta, vá para Canasvieiras ou Daniela, na mesma faixa de mar.

Praia gratuita; consumo em beach club é o mais caro da ilha (valores 2026 não confirmados) · Meio dia · Norte da ilha, ~30 km do Centro; carro ou Uber

Faixa larga e plana de areia de Jurerê com mar calmo turquesa e casas elegantes atrás da vegetação
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Lagoa da Conceição

É o único lugar da ilha onde você faz SUP em água calma de manhã e janta num centrinho com vida noturna à noite, sem pegar o carro.

A Lagoa é o centro geográfico da ilha, e é por isso que ela aparece duas vezes neste guia: como programa e como base. O passeio não custa nada — o que custa é aluguel de prancha ou caiaque, e não achamos tabela confiável para 2026. Rende de meio dia a dia inteiro, dependendo de quanto tempo você fica no Centrinho depois do sol cair. Se a sua viagem é curta e você não quer dirigir todos os dias, é aqui que ela deve girar.

Gratuito; aluguel de SUP e caiaque com valores não confirmados · Meio dia a dia inteiro · Leste da ilha, centro geográfico; acesso pela SC-406

Orla da Lagoa da Conceição com barcos atracados e morros de mata ao redor
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Praia da Joaquina e as dunas

Berço do surfe brasileiro com 3 km de faixa e dunas na sequência — você surfa e faz sandboard saindo do mesmo estacionamento.

É o POI mais 'família e adolescente junto' da ilha, e funciona porque as duas atividades são vizinhas. Estacionamento em torno de R$ 30. Prancha de sandboard fica em R$ 30-50 por hora, a skibunda por volta de R$ 20 por hora, e o pacote com instrutor entre R$ 70 e R$ 100. Só as dunas, sem praia, resolvem em 1 a 2 horas — vá no fim da tarde, porque a areia queima ao meio-dia.

Estacionamento ~R$ 30 · sandboard R$ 30-50/h · skibunda ~R$ 20/h · pacote com instrutor R$ 70-100 · Meio dia (só as dunas: 1-2 h) · Leste da ilha, a poucos minutos da Lagoa da Conceição pela SC-406

Dunas brancas da Joaquina com silhuetas distantes de sandboard e ondas quebrando
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Mercado Público e o Box 32

Um box de 40 anos que virou instituição pelo pastel de berbigão — o único prato de Floripa que não existe em nenhuma outra capital.

É a parada de uma a duas horas que a gente faria no primeiro dia, antes de conhecer a ilha, porque explica a cidade pelo estômago. A entrada é livre e o preço do pastel e das porções não está publicado nas fontes que checamos. Atenção ao horário do Box 32, que é de comércio e não de bar: segunda a sexta das 10h às 20h, sábado das 10h às 15h, fechado no domingo. Fica na Rua Jerônimo Coelho, 60, no Centro.

Entrada livre; preço do pastel e das porções não publicado · 1-2 h · Rua Jerônimo Coelho, 60, Centro. Box 32: seg-sex 10h-20h, sáb 10h-15h, fecha domingo

Interior do Mercado Público com estrutura de ferro, bancas de frutas e peixe sob luzes quentes
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Ponte Hercílio Luz

Maior ponte pênsil do Brasil, com 821 metros, reaberta após cerca de três décadas interditada — e ela faz 100 anos em 13 de maio de 2026.

Se a sua viagem cai em 2026, esta é a única atração da ilha com data marcada: o centenário é em 13 de maio, com programação especial anunciada pelo estado. Fora isso, é de graça e tem passarela exclusiva de pedestre, com iluminação cênica de 7.200 luminárias. A visitação abre segunda e terça das 11h30 às 22h30, de quarta a sábado até 23h30 e domingo até 22h30. Nos fins de semana e feriados fecha para carro e vira espaço de lazer — é quando a gente iria, no fim da tarde, para pegar a virada da luz.

Gratuito · 1-1,5 h (vá ao pôr do sol) · Liga o Centro ao continente. Visitação: seg e ter 11h30-22h30, qua a sáb 11h30-23h30, dom 11h30-22h30; fecha para carro em fins de semana e feriados

Ponte Hercílio Luz iluminada ao anoitecer, com a estrutura de aço refletida na baía calma
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Muito boas

Fortaleza de São José da Ponta Grossa

Fortificação do século XVIII na ponta ao lado de Jurerê, com o combo raro de história colonial e mirante sobre a baía norte.

Aqui vai o detalhe que estraga a visita de quem não sabe: o bilhete tem de ser emitido online em fortalezas.eventos.ufsc.br mesmo nos dias de gratuidade. Grátis no primeiro domingo do mês (de março a novembro) e no último domingo, pelo programa Dia de Gratuidade — não achamos o valor da entrada paga, então conte com ele como incógnita. Abre de terça a domingo, 8h30 às 18h30, e fecha segunda. Uma hora a uma hora e meia resolvem, e a gente emendaria com o fim de tarde em Jurerê.

Bilhete obrigatório online em fortalezas.eventos.ufsc.br, inclusive nos dias gratuitos; gratuito no 1º e no último domingo do mês (março a novembro). Valor da entrada paga não confirmado · 1-1,5 h · Ponta ao lado de Jurerê, norte da ilha; terça a domingo, 8h30-18h30

Praia Mole

Ondas com tubo frequente que fazem dela a praia dos locais e sede de campeonatos — e, pela mesma razão, péssima para criança.

A Mole é a nossa praia preferida do leste, e a gente precisa ser honesto sobre o motivo: ela é boa porque o mar é forte. Quem surfa vem aqui em vez da Joaquina; quem tem criança pequena deveria estar no norte. Não custa nada e meio dia dá conta. Dela sai a Trilha do Gravatá em direção à Galheta, o que faz da Mole um bom ponto de partida e não só um destino.

Gratuito · Meio dia · Leste da ilha, entre a Joaquina e a Barra da Lagoa

Descida de capim para a Praia Mole com silhuetas de surfistas e ondas fortes entre costões
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Projeto Tamar (Barra da Lagoa)

Única filial do Projeto Tamar no sul do Brasil, com 5.000 m² a 50 metros do mar — e o plano B de chuva mais óbvio da ilha.

Guarde este endereço para o dia em que o tempo virar, porque a visita funciona debaixo de chuva e o centro é totalmente acessível para cadeirantes. O ingresso é o dado mais confuso que encontramos em Floripa: há fontes citando R$ 44 a R$ 50 conforme o dia da semana e fontes anteriores falando em R$ 28 a inteira. Trate como faixa ampla e confirme em tamar.org.br — o horário de funcionamento também não está claro nas fontes públicas. É gratuito até 5 anos e para moradores da Barra da Lagoa com comprovante, com meia-entrada para estudante, idoso e grupo escolar.

Fontes divergem: R$ 44-50 conforme o dia em uma, R$ 28 a inteira em outra — confirme em tamar.org.br. Grátis até 5 anos e para moradores da Barra da Lagoa; meia para estudante, idoso e grupo escolar · 1,5-2 h · Rua Professor Ademir Francisco, s/n, Barra da Lagoa (leste da ilha)

Costa da Lagoa

Vilarejo açoriano de cerca de 1750 sem acesso por rua — só barco ou trilha — onde a travessia custa o preço de um café.

Este é o melhor custo-benefício da ilha e nem é perto. O barco coletivo sai por R$ 4,25 para visitante e o turístico por R$ 15; uma fonte cita R$ 7,50, e os valores mudam na alta temporada. Você chega, almoça peixe de frente para a lagoa e volta. Quem quiser esforço faz a Trilha do Canto dos Araçás: cerca de 3h30, intermediária, passando por sete vilas de pescadores. Só barco e almoço fecham em 3 horas; com trilha, reserve 5 a 6.

Barco coletivo R$ 4,25 (visitante) ou barco turístico R$ 15; uma fonte cita R$ 7,50 — varia na alta temporada · 3 h (barco + almoço) a 5-6 h (com trilha) · Barco a partir do Canto da Lagoa, ou Trilha do Canto dos Araçás (~3h30, intermediária)

Píer de madeira e casas à beira d'água na Costa da Lagoa, acessível só de barco ou trilha
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Ilha do Campeche

Mar azul-caribe com areia branca e sítio arqueológico com inscrições rupestres, protegido por um limite de 800 visitantes por dia que é de fato fiscalizado.

Este é o passeio que muda a sua logística, e não dá para improvisar. Em 2026 são duas cobranças: o bilhete virtual obrigatório de R$ 15 por pessoa, emitido exclusivamente em ilhadocampeche.pmf.sc.gov.br, mais a travessia de R$ 185 a R$ 250 por pessoa conforme a época e o ponto de saída. O acesso é permitido apenas das 9h às 17h e a permanência típica é de 4 horas. O erro mais comum: tentar sair da Praia do Campeche, que tem só 73 autorizações por dia, quando a Armação concentra 410. E nunca deixe o Campeche para o último dia — a ilha fecha em caso de mau tempo, mar agitado ou falta de equipe de monitoramento.

Bilhete virtual obrigatório R$ 15/pessoa em ilhadocampeche.pmf.sc.gov.br + travessia R$ 185-250/pessoa conforme época e ponto de saída · ~4 h na ilha (dia inteiro com deslocamento); acesso só das 9h às 17h · Barco autorizado; a maior cota diária sai da Praia da Armação (410 vagas), contra 135 da Barra da Lagoa e 73 da Praia do Campeche

Praia da Ilha do Campeche vista do barco: areia branca, água verde transparente e mata fechada
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Trilha da Lagoinha do Leste

Praia sem casa, sem quiosque e sem estrada — a única forma de chegar é suar, e é exatamente por isso que ela continua assim.

Existem dois acessos e a escolha define o seu dia. Por Pântano do Sul são cerca de 2,2 km e 1 hora, mas íngreme e escorregadia, de moderada a difícil. Por Matadeiro e Armação são cerca de 4 km e 2h30, mais longos e menos brutais. A subida extra ao Morro da Coroa acrescenta 20 a 40 minutos e entrega a vista icônica — é a parte que a gente não pularia. O início por Pântano do Sul é na Rua Manoel Pedro Oliveira, à esquerda da SC-406, 400 metros antes da praia. De graça; tour guiado existe, com valor que não conseguimos confirmar.

Gratuito (guia ou tour organizado opcional, valor não confirmado) · Via Pântano do Sul ~2,2 km / ~1 h (moderada a difícil) · via Matadeiro-Armação ~4 km / 2,5 h · Morro da Coroa acrescenta 20-40 min · Início por Pântano do Sul: Rua Manoel Pedro Oliveira, à esquerda da SC-406, 400 m antes da praia

Lagoinha do Leste vista do alto da trilha: praia selvagem em ferradura entre montanhas verdes
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Ribeirão da Ilha

Casario açoriano na beira da Baía Sul onde se produz a maior parte da ostra do Brasil — você come a ostra a metros de onde ela cresceu.

É o programa gastronômico mais bem-resolvido da ilha porque não é só gastronomia: o bairro é bonito, o mar é manso e o ritmo é de vila. Andar por ali não custa nada, e a conta vem no almoço — o Ostradamus é a referência histórica e cobra por isso, com pratos de peixe e camarão para dois na faixa de R$ 94 a R$ 168. Meio dia com almoço é a medida. Se o Ostradamus estiver cheio ou caro demais, o Rancho Açoriano fica na mesma rodovia e é menos turístico.

Bairro gratuito; almoço de ostra e frutos do mar com pratos para dois em torno de R$ 94-168 · Meio dia (com almoço) · Sul da ilha, pela Rodovia Baldicero Filomeno, na beira da Baía Sul

Casario açoriano colorido do Ribeirão da Ilha à beira da baía calma, com estruturas de cultivo de ostras na água
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Santo Antônio de Lisboa

Bairro açoriano de casario colorido virado para o oeste — o melhor pôr do sol da ilha, e o único que dá para assistir com ostra na mão.

A geografia resolve tudo aqui: como o bairro olha para a Baía Norte, o sol se põe na água em frente às mesas dos restaurantes. É o programa que a gente marcaria para o fim de tarde de um dia de norte, emendando com jantar português na Marisqueira Sintra. Não se cobra nada para andar pelo bairro, e nos fins de semana há feira de artesanato. Duas a três horas, sempre no fim do dia — de manhã não faz sentido.

Gratuito; feira de artesanato nos fins de semana · 2-3 h (fim de tarde e jantar) · Rodovia Gilson da Costa Xavier, costa oeste da ilha, entre o Centro e o norte

Píer de Santo Antônio de Lisboa ao pôr do sol sobre a água calma, com igrejinha açoriana e figueiras
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Se sobrar tempo

Praia do Santinho e Morro das Aranhas

Trilha curta que entrega a vista panorâmica do norte inteiro — o melhor retorno por minuto de esforço da região.

São 1h30 a 2h de caminhada de dificuldade moderada, de graça, saindo do Santinho. Fala-se em inscrições rupestres pré-históricas nas rochas do costão, mas não conseguimos confirmar a informação, então trate como possibilidade e não como programa. É a trilha que a gente encaixaria em quem está hospedado no norte e não quer atravessar a ilha para trilhar no sul.

Gratuito · 1,5-2 h, dificuldade moderada · Acesso pelo costão da Praia do Santinho, norte da ilha

Mergulho na Reserva Biológica do Arvoredo

Melhor ponto de mergulho do sul do Brasil, com mais de 1.400 espécies — a única atividade em Floripa que justifica acordar às 6h.

É reserva biológica, e a diferença aparece embaixo d'água. O batismo com cilindro sai por R$ 420 por pessoa em um operador; a maioria das agências só publica 'consultar', o que já diz muito sobre a faixa. A saída de Canasvieiras consome cerca de 5 horas; a de Ponta das Canas sai às 7h15 e vira dia inteiro, com uns 60 minutos de navegação. Se você tem uma manhã só e não mergulha, não vale — este é um POI de nicho assumido.

Batismo com cilindro a partir de R$ 420/pessoa (maioria das agências informa 'consultar') · ~5 h (saída de Canasvieiras) a dia inteiro (saída 7h15 de Ponta das Canas) · Barco a partir de Canasvieiras ou Ponta das Canas, norte da ilha

Trilha do Gravatá e Praia da Galheta

Quarenta e cinco minutos entre a Mole e a Galheta, com piscinas naturais no costão e, no fim, a praia deserta mais próxima do Centrinho da Lagoa.

É a trilha de aquecimento da ilha: fácil a moderada, 45 minutos só de ida, acesso pela SC-406 e nenhum custo. A gente a usaria como teste antes de encarar a Lagoinha do Leste — se o Gravatá te cansar, a subida de Pântano do Sul vai doer. As piscinas no costão são o motivo real de parar no meio do caminho, e dependem do mar do dia. A Galheta, na outra ponta, pertence ao Parque Natural Municipal da Galheta, foi criada a pedido de naturistas e não tem estrada — é por isso que segue vazia a poucos minutos da região mais movimentada da ilha. Não há estrutura em nenhum dos dois pontos: leve água e comida.

Gratuito · 45 min só ida, fácil a moderada · Acesso pela SC-406, entre a Praia Mole e a Galheta

Praia do Matadeiro (por Armação)

Praia vazia a uma trilha curta de Armação, favorita de surfista que não quer plateia.

É a versão fácil da praia deserta do sul: você caminha pouco e chega numa faixa silenciosa e cheia de mata. A volta pode ser de barco, por R$ 30 a R$ 50 por pessoa, mas depende do mar do dia — não conte com isso no planejamento, conte como bônus. Meio dia basta, e é um bom aquecimento para quem vai encarar a Lagoinha do Leste no dia seguinte pelo mesmo lado da ilha.

Gratuito; volta de barco R$ 30-50/pessoa quando o mar permite · Meio dia · Trilha curta a partir da Praia da Armação, sul da ilha

Praia de Naufragados

Ponta sul extrema da ilha, com farol, alcançável só por trilha ou barco — o ponto mais remoto que ainda cabe num bate-volta.

Reserve o dia inteiro e não tente encaixar mais nada. A ida por trilha é gratuita e a volta de barco custa em torno de R$ 20 por pessoa por trecho, o que é a melhor forma de poupar as pernas. É um POI para a segunda viagem a Floripa, ou para quem já fez Lagoinha do Leste e quer mais do mesmo tipo de recompensa. Não há estrutura na praia.

Gratuito por trilha; barco ~R$ 20/pessoa por trecho · Dia inteiro · Extremo sul da ilha; acesso só por trilha ou barco

Onde ficar em Florianópolis?

  • Green Mountain Pousada — Lagoa da Conceição (leste)Faixa de preço: $

    A diária mais barata que encontramos em posição central da ilha, a partir de cerca de R$ 160 — economiza duas vezes, no quarto e no deslocamento.

  • Lagoa Nômade Hostel — Lagoa da Conceição (leste)Faixa de preço: $

    Hostel no Centrinho, perfil mochileiro e nômade digital: bar, restaurante e ponto de ônibus na porta, sem precisar de carro à noite. Diária não confirmada.

  • Pousada Vila Tamarindo Eco Lodge — Campeche (sul)Faixa de preço: $$

    Pé na areia no sul a partir de R$ 253, e a base natural para a Ilha do Campeche e as trilhas — que estão quase todas nesta região.

  • Casa Mar Campeche — Campeche (sul)Faixa de preço: $$

    Casa de hóspedes a partir de R$ 265, perfil casal, bem posicionada para a Lagoinha do Leste. O trade-off do sul é mar bravo e água gelada.

  • LK Design Hotel — Centro e Beira-Mar NorteFaixa de preço: $$$

    A melhor opção de design no Centro para primeira viagem curta ou negócios: vista da baía, restaurantes e shopping perto. Não é destino de praia — você vai depender do carro. Diária não confirmada.

  • Jurerê Beach Village — Jurerê Internacional (norte)Faixa de preço: $$$

    Apart-hotel na praia de mar mais calmo e quente da ilha, com estrutura para família e beach clubs a pé — a escolha certa com criança pequena. Diária não confirmada.

  • Costão do Santinho Resort — Santinho (norte)Faixa de preço: $$$

    Resort all-inclusive pé na areia com sítio arqueológico próprio, a partir de R$ 1.435-1.600 a diária. Faz sentido só para quem não pretende sair do hotel — de lá, conhecer a ilha é uma viagem por dia.

Quando ir a Florianópolis?

Vá em março. É a única resposta que sustenta os três critérios ao mesmo tempo: a água do mar ainda está em torno de 24 °C, a chuva do verão já caiu, e argentino e paulista já foram embora. As temperaturas ficam entre 18 e 27 °C, com mar calmo — é a melhor janela do ano para trilha e passeio ao ar livre. Abril é a segunda escolha: noites frescas, chuvas amenas, boa para esporte aquático.

O dado que decide a viagem e que quase ninguém publica é a temperatura da água. Ela fica acima de 21 °C somente entre outubro e maio, com mínima de 18 °C em agosto e máxima de 26 °C no alto verão. Traduzindo em roteiro: de junho a setembro, Floripa não é destino de banho de mar — é destino de trilha, ostra e centro histórico. Quem chega em agosto esperando praia de água morna vai passar a viagem olhando o mar de longe.

Fevereiro é a armadilha do calendário. É simultaneamente o mês mais chuvoso do ano (cerca de 200 mm, contra cerca de 180 mm em janeiro) e um dos mais lotados, com o Carnaval dentro. Você paga alta temporada para ficar dentro do quarto. Janeiro tem o mesmo problema de lotação com pouca chuva a menos. Se a escolha do mês é livre, evite os dois.

Existe uma regra de ouro para quem não tem escolha e vai em janeiro ou no Carnaval: hospede-se exatamente na praia que você quer frequentar. O trânsito da ilha nesses períodos inviabiliza o deslocamento diário — a alternativa é sair e voltar cedo, todos os dias. Não é um conselho de conforto, é de viabilidade: uma viagem mal hospedada em janeiro vira uma viagem dentro do carro.

As janelas de economia são março a maio e setembro a novembro, com clima ainda agradável, cidade tranquila e preço menor. Vale saber que maio é a baixa temporada preferida dos argentinos, que não precisam de tanto calor quanto o brasileiro — então 'vazio' em maio é relativo. Fevereiro e março formam a janela em que a água ainda está amena e o movimento já caiu de verdade.

Um marco específico para 2026: a Ponte Hercílio Luz completa 100 anos em 13 de maio, com programação especial anunciada. Se a sua data é flexível e você gosta desse tipo de coincidência, é a única razão do calendário para preferir maio a março.

Sobre dias: cinco é o número certo, um por região — norte, leste, sul, Ilha do Campeche e Centro — com folga para um dia de chuva. Os roteiros publicados se concentram em 3, 5 e 7 dias, e 3 é o mínimo razoável, mas nesse caso incluir a Ilha do Campeche consome praticamente um dia inteiro e obriga a cortar uma região.

E sim, você vai querer carro. A ilha tem mais de 50 km de extensão e 42 praias; o ônibus funciona, mas é cheio de baldeações e come tempo demais. Uber e táxi resolvem bem. Carro pequeno sai na média de R$ 99 por dia nas locadoras do aeroporto (mínimo que encontramos: R$ 60/dia; agosto é o mês mais barato, em torno de R$ 90/dia), embora uma fonte aponte média bem maior, perto de R$ 219/dia — provável reflexo de alta temporada. A alternativa real a alugar é se hospedar na Lagoa da Conceição, no centro geográfico da ilha.

Onde comer em Florianópolis?

Coma ostra no Ribeirão da Ilha e frutos do mar no Pântano do Sul — essas duas decisões resolvem a parte gastronômica da viagem. O Ostradamus, na Rodovia Baldicero Filomeno, 7640, é o restaurante brasileiro mais famoso especializado em ostra e nasceu como oficina mecânica virada lancheria em 1997. Referências recentes de preço: entradas de R$ 18 a R$ 55, dúzia de ostras purificadas em torno de R$ 33, petisco de ostra para dois por cerca de R$ 73 e pratos de peixe ou camarão para dois entre R$ 94 e R$ 168. Na mesma rodovia, o Rancho Açoriano é a alternativa menos turística, com cozinha açoriana e ostra.

No Pântano do Sul, no extremo sul, ficam as duas casas que a gente escolheria por motivos opostos. O Bar do Arante (Rua Abelardo Otacílio Gomes, 254) tem os bilhetinhos colados em paredes e teto e prato para dois de R$ 90 a R$ 130. O Bar do Vadinho (Rua Manoel Vidal, 305) serve peixe fresco em porção generosa, com shot de cachaça na conta da casa, e forma fila — chegue cedo. Ainda no sul, o Pedacinho do Céu tem sequência de camarão com preço bem mais honesto que os restaurantes turistões.

Para sequência de camarão fora do sul, os apontamentos vão para Aladym e Orlando, nos Ingleses, no norte. No leste, o Boka's, na Avenida das Rendeiras, 1750, na Lagoa da Conceição, serve porções gigantes de camarão e também trabalha à la carte e sanduíche. Em Santo Antônio de Lisboa, a Marisqueira Sintra (Rua Quinze de Novembro, 147) faz cozinha portuguesa e a ostra gratinada é o pedido — e o bairro entrega o melhor pôr do sol da ilha na mesma ida.

No Centro, dois endereços com propósito. O Box 32 do Mercado Público (Rua Jerônimo Coelho, 60) faz o pastel de berbigão que não existe em outra capital, e funciona de segunda a sexta das 10h às 20h e sábado das 10h às 15h. A Taberna Ibérica (Rua Felipe Schmidt, 1333) serve bacalhau e pastel de Belém com vista da Ponte Hercílio Luz pelas janelas. E o almoço mais bem localizado da ilha é o Lagoa Azul, na Costa da Lagoa, que só se alcança de barco ou trilha — o deslocamento é metade da refeição.

Um aviso de orçamento, porque comer é o item que mais pesa em Floripa: o prato feito fica em torno de R$ 45 e a refeição completa, com entrada, prato e sobremesa, em torno de R$ 75. Restaurante popular sai por cerca de R$ 40 por pessoa e opção sofisticada passa de R$ 100 por prato. A cidade tem a terceira cesta básica mais cara do Brasil, R$ 797,53 — isso não é um destino barato para comer, e nenhuma dica de bairro muda esse fato. Os preços das casas menos documentadas desta lista não estão publicados; pergunte antes de sentar.

Qual a melhor praia de Florianópolis para o seu perfil?

Não existe melhor praia em Floripa — existe a praia certa para o que você quer, e as respostas ficam em pontas opostas da ilha. Surf é leste. Família e água morna é norte. Praia deserta é sul e trilha. Badalação é Jurerê. Quem tenta fazer as quatro coisas na mesma base gasta a viagem no carro. Abaixo, a curadoria por perfil, e depois a Ilha do Campeche em detalhe, porque ela é a única que exige planejamento antecipado.

Surf: Joaquina, Mole, Brava e Moçambique. A Joaquina tem a fama internacional e as ondas potentes dos campeonatos históricos; a Mole tem força e tubo frequente e é a escolha dos locais, além de sediar campeonatos. Se você surfa e vai escolher onde dormir, o leste é o lado óbvio — e é também o lado onde a água é mais fria e o mar mais mexido, o que não é problema para quem está de neoprene.

Família com criança pequena: Canasvieiras, Jurerê, Cachoeira do Bom Jesus, Ingleses e Daniela — todas no norte. O norte concentra mar calmo, água mais quente e a melhor infraestrutura da ilha, e Ingleses soma água calma com boa infra. A contrapartida honesta: o norte tem noite agitada, trânsito ruim em janeiro e está longe das trilhas do sul. A Praia Mole, que os locais amam, é justamente a que a gente não recomenda com criança.

Badalação: Jurerê Internacional é o epicentro, com os beach clubs e as festas concentradas no verão num bairro de mansões. A Praia Mole e o entorno da Lagoa da Conceição formam a segunda camada, com público mais jovem e alternativo e vida noturna no Centrinho. Vale saber que Brava e Jurerê são as praias mais caras da ilha: quiosque, cadeira e bebida custam bem mais que no resto.

Praia deserta e trilha: Lagoinha do Leste, Matadeiro, Naufragados, Galheta e Moçambique. Todas dependem de trilha ou barco, e é isso que as mantém vazias. O Matadeiro é silencioso e cheio de natureza, bom para surfista que evita multidão. A Galheta pertence ao Parque Natural Municipal da Galheta, foi criada a pedido de naturistas e só tem acesso a pé. Moçambique é extensa e pouco urbanizada, ideal para caminhada longa. A maior parte das trilhas da ilha está no sul — se este é o seu perfil, durma em Campeche, Armação ou Pântano do Sul.

Água mais quente: norte, em geral — Jurerê, Canasvieiras e Daniela. O mar do norte é mais tranquilo e mais quente; leste e sul são agitados e gelados. Lembrando o número que manda em tudo: acima de 21 °C só entre outubro e maio, mínima de 18 °C em agosto.

Mais bonita, por consenso: a Ilha do Campeche, pelo mar cristalino azul-caribe e areia branca. Entre as praias da ilha principal, Jurerê, Mole, Campeche e Lagoinha do Leste disputam o pódio, e a escolha aí já é gosto pessoal.

Ilha do Campeche, em detalhe: são no máximo 800 visitantes por dia, e o controle funciona. Na temporada 2026, com a entrada controlada, o limite de 800 foi ultrapassado em apenas quatro dias até 11 de janeiro, e a Justiça classificou a redução de turistas como sucesso histórico. Ou seja: a fila não é teatro, e quem chega sem autorização não entra.

Como agendar: a autorização é individual, em formato de bilhete virtual, emitida exclusivamente em ilhadocampeche.pmf.sc.gov.br, com data da visita e opção de transporte. A taxa do bilhete é de R$ 15 por pessoa, e ela não inclui a travessia, que custa de R$ 185 a R$ 250 por pessoa conforme a época e o ponto de saída. Circulam menções a um aplicativo chamado Floripa Área Verde, mas o canal oficial que conseguimos confirmar é o site da Prefeitura — use ele.

O detalhe logístico que ninguém conta: as 800 vagas são divididas por cotas entre associações de barqueiros, e elas são muito desiguais. A APAAPS, que sai da Praia da Armação, tem 410 autorizações por dia. A ATBL, da Barra da Lagoa, tem 135. A ATBC, da Praia do Campeche, tem apenas 73. A Acompeche tem 62, e sobram 120 para embarcação própria e outros. Mais da metade das vagas sai da Armação — quem insiste em embarcar no Campeche está disputando 73 lugares por dia. É permitido chegar nadando, de caiaque ou de prancha, respeitadas as regras, mas isso consome a cota de 120.

Na ilha: o acesso é permitido exclusivamente das 9h às 17h e a permanência típica é de cerca de 4 horas. Há trilhas guiadas curtas — Letreiro (30 min), Pedra Fincada (30 a 40 min), Volta Norte (2 h), Pedra Preta do Sul (40 a 50 min) e Pedra da Vigia (40 min) — que custavam de R$ 20 a R$ 30 cada em 2025, sem valor de 2026 confirmado. O patrimônio arqueológico com inscrições rupestres, as formações rochosas e as cavernas subaquáticas são o que diferencia o lugar de uma praia bonita qualquer.

Por último, o conselho que salva a viagem: nunca deixe a Ilha do Campeche para o último dia. A ilha fecha em caso de mau tempo, mar agitado ou ausência de equipe de monitoramento, e não há como remarcar um dia que não existe mais. Coloque o Campeche no segundo ou terceiro dia e mantenha os últimos como reserva.

Perguntas frequentes

Qual a melhor praia de Florianópolis?

Não há resposta única, e quem dá uma está simplificando. A Ilha do Campeche é apontada como a mais bonita, pelo mar cristalino azul-caribe e areia branca; entre as praias da ilha principal, Jurerê, Mole, Campeche e Lagoinha do Leste disputam o pódio. Na prática a escolha é de perfil: norte para família e mar calmo, leste para surf, sul para praia deserta.

A água do mar em Florianópolis é fria?

Sim, e mais do que o turista espera. A temperatura passa de 21 °C apenas entre outubro e maio, com mínima de 18 °C em agosto e máxima de 26 °C no alto verão. As praias do norte (Jurerê, Canasvieiras, Daniela) têm mar mais calmo e mais quente; leste e sul são mais agitados e mais gelados.

Qual a melhor época para ir a Florianópolis?

Março é a melhor escolha: 18 a 27 °C, mar calmo, menos chuva que o verão e movimento já baixo. Para banho de mar, a janela viável vai de outubro a maio; para preço e tranquilidade, março a maio ou setembro a novembro. Evite janeiro e o Carnaval, que juntam pico de lotação e pico de chuva (janeiro ~180 mm, fevereiro ~200 mm).

Como visitar a Ilha do Campeche?

Só com autorização individual: bilhete virtual de R$ 15 por pessoa emitido exclusivamente em ilhadocampeche.pmf.sc.gov.br, mais a travessia de R$ 185 a R$ 250 por pessoa. O limite é de 800 visitantes por dia e o acesso vai das 9h às 17h. A maior cota de barcos sai da Praia da Armação (410 por dia), contra apenas 73 da Praia do Campeche.

Quantos dias são necessários em Florianópolis?

De 3 a 7 dias, sendo 5 o ponto ideal — um dia por região (norte, leste, sul, Ilha do Campeche e Centro) com folga para chuva. Com 2 ou 3 dias, incluir a Ilha do Campeche já limita muito o resto, porque o passeio consome praticamente um dia inteiro.

Precisa alugar carro em Florianópolis?

Não é obrigatório, mas na prática facilita muito: a ilha tem mais de 50 km de extensão e 42 praias, e o sistema de ônibus é cheio de baldeações. Uber e táxi funcionam bem. Carro pequeno sai na média de R$ 99 por dia no aeroporto, e quem se hospeda na Lagoa da Conceição, no centro geográfico da ilha, consegue depender bem menos dele.

Onde ficar em Florianópolis: norte ou sul?

Norte (Jurerê, Canasvieiras, Ingleses) para família, mar calmo e quente, boa infraestrutura e vida noturna. Sul (Campeche, Armação, Pântano do Sul) para natureza preservada, menos turistas e a maior parte das trilhas, com o custo de mar bravo e água gelada. A Lagoa da Conceição, no leste, é o meio-termo mais central. Em janeiro e no Carnaval, hospede-se na praia que vai frequentar: o trânsito inviabiliza deslocamento diário.

Florianópolis é caro?

Comer é o item mais caro: prato feito em torno de R$ 45, refeição completa em torno de R$ 75 e restaurante sofisticado acima de R$ 100 por prato — a cidade tem a terceira cesta básica mais cara do Brasil (R$ 797,53). Uma viagem de 7 dias fica por volta de R$ 2.790 por pessoa no perfil econômico e R$ 4.500 no perfil conforto. Brava e Jurerê são as praias que mais pesam no consumo.

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