O berço do Renascimento, com o Davi de Michelangelo e a maior coleção de arte renascentista do mundo — mas os Uffizi e a Accademia esgotam ingresso dias antes na alta temporada, e chegar sem reserva pode significar não entrar de forma alguma.
Luca Nebuloni, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons
Equipe Destino Vivo · Atualizado em 14 de setembro de 2026
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Vale muito para quem gosta de arte e história: Florença tem o Duomo, a Galleria degli Uffizi e o Davi original de Michelangelo na Accademia, além de ser o ponto de partida ideal para a Toscana rural. Brasileiro entra na Itália (área Schengen) só com passaporte válido, sem visto, para estadia turística de até 90 dias. A pegadinha é o ingresso: os Uffizi e a Accademia limitam entrada por horário e esgotam com dias ou semanas de antecedência em abril-outubro. Reserve 4 dias e conte €90-160 por dia por pessoa.
Abril a junho e setembro a outubro têm clima ameno, entre 15°C e 25°C, e são os períodos mais procurados, com preço de hospedagem mais alto. Julho e agosto são bem quentes, passando dos 35°C, com boa parte dos moradores locais viajando e alguns pequenos comércios fechando
Quantos dias
4 dias: um dia para o Duomo e a região da Piazza della Signoria, um dia para os Uffizi e a Accademia, um dia para o Oltrarno e o Giardino di Boboli, e um dia extra para um bate-volta à Toscana rural (San Gimignano ou Siena)
Custo médio
€90-160/dia por pessoa no padrão intermediário (hotel + refeições + ingressos) — os principais museus, somados, já representam uma parte considerável do orçamento diário
Como chegar
Voo com conexão até Roma ou Milão e trem de alta velocidade até Florença (cerca de 1h30-2h), ou voo direto a partir de algumas cidades europeias até o Aeroporto de Florença. Brasileiro entra na área Schengen como turista sem necessidade de visto, por até 90 dias
Florença é a capital da região da Toscana, no centro da Itália — o Aeroporto de Florença (Peretola) fica a cerca de 5 km do centro histórico, com trajeto de carro de aproximadamente 15-20 minutos; muitos visitantes também chegam de trem a partir de Roma ou Milão.
A prefeitura histórica de Florença, na Piazza della Signoria, com salão interno decorado por afrescos e uma torre com vista da cidade — o centro do poder político florentino desde a Idade Média.
O ingresso custa em torno de €12-20 por pessoa, dependendo se inclui a subida à torre. A Piazza della Signoria em si, com réplicas de esculturas ao ar livre, é gratuita.
Como chegar: A pé, centro histórico de Florença
2Giardino di Boboli
Preço:
Cerca de €10
Duração:
1h30-2h30
Os jardins do Palazzo Pitti, com fonte, escultura e trilha arborizada em estilo renascentista — bom respiro verde depois de um dia inteiro caminhando entre museus e ruela de pedra.
O ingresso custa em torno de €10 por pessoa. É um bom programa de meio dia mais tranquilo, especialmente combinado com a visita ao Palazzo Pitti.
Como chegar: A pé, Oltrarno, próximo ao Palazzo Pitti
3Basilica di Santa Croce
Preço:
Cerca de €8-10
Duração:
1h-1h30
Uma igreja gótica que reúne o túmulo de figuras como Michelangelo, Galileu e Machiavelli — conhecida informalmente como o 'Panteão de Florença' pela quantidade de personalidades históricas sepultadas ali.
O ingresso custa em torno de €8-10 por pessoa. É um bom programa complementar aos museus principais, com menor concorrência de fila.
Como chegar: A pé, centro histórico de Florença
4Oltrarno
Preço:
Grátis (compras à parte)
Duração:
1h30-2h30
O bairro do outro lado do Rio Arno, com ateliê de artesão tradicional (couro, joalheria, restauro de móvel) e ambiente bem mais tranquilo e menos turístico que o centro histórico.
Caminhar pelo bairro é gratuito. É um bom lugar para comprar artesanato de couro autêntico, feito por artesão local em pequena loja de bairro.
Como chegar: A pé, cruzando qualquer ponte sobre o Rio Arno
5Mercato Centrale
Preço:
Refeição a partir de €12-20
Duração:
1h-1h30
Um mercado de dois andares, com barraca de produto fresco no térreo e praça de alimentação gastronômica no andar superior — bom lugar para experimentar comida toscana variada num único espaço.
A entrada é gratuita, o gasto é o consumo. Uma refeição completa custa em torno de €12-20 por pessoa nos estabelecimentos do andar superior.
Como chegar: A pé, próximo à estação central de trem
Muito boas
6Duomo di Santa Maria del Fiore
Preço:
Grátis (catedral); cerca de €30 (subida à cúpula)
Duração:
1h30-2h30
A catedral de Florença, com a cúpula projetada por Brunelleschi, uma das maiores estruturas de alvenaria do mundo — o símbolo mais reconhecido da cidade e do próprio Renascimento italiano.
A entrada na catedral é gratuita; a subida à cúpula exige ingresso combinado (Brunelleschi Pass), em torno de €30 por pessoa, com horário marcado e reserva antecipada fortemente recomendada.
Como chegar: A pé, centro histórico de Florença
7Ponte Vecchio
Preço:
Grátis
Duração:
30min-1h
A ponte medieval mais famosa de Florença, com lojas de joalheria construídas sobre a estrutura desde o século XVI — um dos pontos mais fotografados da cidade, especialmente ao entardecer visto de uma ponte vizinha.
Atravessar a ponte é gratuito. O melhor ângulo de foto costuma ser da Ponte Santa Trinita, a ponte vizinha, olhando para a Ponte Vecchio.
Como chegar: A pé, centro histórico de Florença
bongo vongo, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons
8Galleria degli Uffizi
Preço:
Cerca de €25-30
Duração:
2h30-4h
Um dos museus de arte mais importantes do mundo, com obras de Botticelli, Da Vinci e Michelangelo reunidas no que já foi o escritório administrativo dos Médici, a família que governou Florença durante o Renascimento.
O ingresso custa em torno de €25-30 por pessoa, com horário de entrada marcado. É essencial reservar com dias ou semanas de antecedência entre abril e outubro, quando os horários esgotam rapidamente.
Como chegar: A pé, centro histórico de Florença
9Galleria dell'Accademia (Davi de Michelangelo)
Preço:
Cerca de €20-25
Duração:
1h-1h30
O museu que abriga o Davi original de Michelangelo, uma escultura em mármore de mais de 5 metros considerada uma das obras mais importantes da arte ocidental.
O ingresso custa em torno de €20-25 por pessoa, também com horário marcado. Assim como os Uffizi, reservar com antecedência é essencial na alta temporada.
Como chegar: A pé, centro histórico de Florença
10Piazzale Michelangelo
Preço:
Grátis
Duração:
1h-1h30
Um mirante no alto de uma colina, com a vista mais completa e reconhecida de Florença, incluindo o Duomo e o Rio Arno ao fundo — o pôr do sol visto de lá é um dos programas mais tradicionais da cidade.
O acesso é gratuito. A subida a pé leva cerca de 20-30 minutos a partir do Oltrarno; também é possível ir de ônibus local.
Como chegar: A pé (20-30 min de subida) ou ônibus, a partir do Oltrarno
11Bate-volta à Toscana (San Gimignano ou Siena)
Preço:
Cerca de €80-130
Duração:
Dia inteiro
Um passeio de dia inteiro pela zona rural da Toscana, com vinhedo, vilarejo medieval no topo de colina e paisagem clássica de ciprestes — a experiência que complementa a Florença urbana com o interior histórico da região.
O passeio guiado de dia inteiro custa em torno de €80-130 por pessoa, geralmente incluindo transporte, guia e degustação de vinho toscano.
Como chegar: Van guiada, saída de Florença
Se sobrar tempo
2 atrações · toque para abrirtoque para fechar
Battistero di San Giovanni · Bistecca alla fiorentina e vinho toscano
12Battistero di San Giovanni
Preço:
Cerca de €5-15
Duração:
30min-1h
O batistério octogonal ao lado do Duomo, com portas de bronze esculpidas por Ghiberti, tão detalhadas que Michelangelo as apelidou de 'Portas do Paraíso'.
O ingresso custa em torno de €5-15 por pessoa, dependendo se combinado com outros pontos do complexo do Duomo.
Como chegar: A pé, ao lado do Duomo
13Bistecca alla fiorentina e vinho toscano
Preço:
Cerca de €50-80 (para dividir entre duas pessoas)
Duração:
1h30-2h
Um prato de carne bovina grelhada, servido em corte generoso e mal passado, típico da região da Toscana — geralmente harmonizado com um Chianti ou outro vinho tinto local em restaurante tradicional.
A bistecca costuma custar em torno de €50-80, vendida por peso e dividida entre duas pessoas na maioria dos restaurantes tradicionais.
Como chegar: Restaurantes tradicionais espalhados pela cidade
Onde ficar em Florença?
Plus Florence HostelFaixa de preço: $Para quem: Sozinho e Grupo
Hostel bem avaliado próximo ao centro histórico, com piscina na cobertura.
Ostello Archi RossiFaixa de preço: $Para quem: Sozinho e Grupo
Hostel tradicional bem localizado, próximo à estação central de trem.
Hotel CasciFaixa de preço: $$Para quem: Casal e Família
Hotel familiar de bom custo-benefício, próximo ao Duomo.
Hotel BrunelleschiFaixa de preço: $$Para quem: Casal
Hotel de charme instalado em torre bizantina restaurada, no centro histórico.
Four Seasons Hotel FirenzeFaixa de preço: $$$Para quem: Casal
Hotel de padrão internacional de luxo, com jardim histórico privado.
Hotel Savoy FirenzeFaixa de preço: $$$Para quem: Casal
Hotel de luxo na Piazza della Repubblica, no coração do centro histórico.
Hotel Pitti Palace al Ponte VecchioFaixa de preço: $$Para quem: Casal e Família
Hotel bem avaliado no Oltrarno, próximo ao Ponte Vecchio.
Academy HostelFaixa de preço: $Para quem: Sozinho e Família
Hostel tranquilo em casarão histórico, boa opção de baixo custo.
As faixas ($ a $$$) comparam hospedagens dentro deste destino e não são tarifa; sem faixa, não temos base para comparar. Preço e disponibilidade mudam por data: confira no momento da reserva.
Quando ir a Florença?
Abril a junho e setembro a outubro têm clima ameno, entre 15°C e 25°C, sendo os períodos mais procurados e com preço de hospedagem mais alto — a cidade fica bastante cheia nesses meses, especialmente nos fins de semana.
Julho e agosto são bem quentes, com temperatura passando dos 35°C em dias de pico, e boa parte da população local viajando de férias, o que reduz um pouco o movimento em certos bairros residenciais. Dezembro a fevereiro é mais frio, entre 3°C e 12°C, com menor movimento turístico e preço mais em conta.
A bistecca alla fiorentina, um corte generoso de carne bovina grelhada e servido mal passado, é o prato mais representativo da cidade, geralmente vendido por peso e dividido entre duas pessoas.
O panino com lampredotto, um sanduíche de rua feito com parte do estômago bovino, é uma comida de rua tradicional florentina, vendida em pequenas barracas específicas pela cidade.
O Chianti e outros vinhos tintos da região da Toscana acompanham a maioria das refeições, com boa parte dos restaurantes oferecendo carta de vinho local extensa mesmo em estabelecimentos simples.
Por que reservar Uffizi e Accademia importa mais que escolher qual visitar primeiro?
Um erro comum de quem visita Florença pela primeira vez é presumir que basta chegar à fila do museu e comprar o ingresso na hora, como acontece em atrações menores. Os Uffizi e a Galleria dell'Accademia funcionam com horário de entrada marcado e capacidade limitada por período — entre abril e outubro, é comum os horários esgotarem dias ou até semanas antes da data desejada.
Isso significa que o planejamento do roteiro de Florença deveria começar pela reserva desses dois museus, não pela ordem de visita. Chegar à cidade sem ingresso comprado pode significar simplesmente não conseguir ver o Davi de Michelangelo ou as obras de Botticelli na viagem.
Na prática, para quem visita: compre os ingressos dos Uffizi e da Accademia com pelo menos duas a três semanas de antecedência na alta temporada (abril a outubro), e organize o restante do roteiro — Duomo, Palazzo Vecchio, Oltrarno — em volta desses dois horários já reservados.
Perguntas frequentes
Preciso de visto para visitar Florença sendo brasileiro?
Não. Brasileiro entra na área Schengen (que inclui a Itália) como turista apenas com passaporte válido, sem necessidade de visto, para estadias de até 90 dias.
Posso comprar o ingresso dos Uffizi na hora, no local?
Não é recomendado. Os Uffizi funcionam com horário de entrada marcado e costumam esgotar as vagas dias ou semanas antes na alta temporada (abril a outubro). Reservar com antecedência é essencial.
Quantos dias são ideais para conhecer Florença?
4 dias: um dia para o Duomo e a Piazza della Signoria, um dia para os Uffizi e a Accademia, um dia para o Oltrarno e o Giardino di Boboli, e um dia extra para um bate-volta à Toscana rural.
Vale a pena subir à cúpula do Duomo?
Sim, para quem não tem problema com escada estreita e claustrofobia — a subida rende uma vista privilegiada da cidade, mas exige reserva antecipada do ingresso combinado (Brunelleschi Pass).
Dá para visitar a Toscana rural sem carro próprio?
Sim, existem passeios guiados de dia inteiro saindo de Florença até vilarejos como San Gimignano e Siena, com transporte incluído, sem necessidade de dirigir.
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