A cidade que o ouro do século XVIII cobriu de igreja barroca e Aleijadinho encheu de escultura — hoje um centro histórico inteiro tombado pela Unesco, feito de ladeira de pedra que sobe e desce sem parar.
Alvesgaspar, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
Equipe Destino Vivo · Atualizado em 04 de setembro de 2026
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Vale para quem gosta de história e arte: o maior acervo de barroco e rococó do Brasil, com a Igreja de São Francisco de Assis e a do Pilar coberta de ouro, num casario colonial intacto. Reserve 2 a 3 dias e comece a visita numa terça-feira, porque igrejas e museus fecham segunda. Vá entre abril e setembro, seco e frio à noite. Conte R$ 250 a R$ 500 por dia por pessoa. Use calçado firme: a cidade é toda ladeira.
Abril a setembro é a melhor janela: seco, com dias entre 12°C e 25°C e noites frias, que na serra pedem casaco — o céu limpo valoriza o casario e as ladeiras não ficam escorregadias. De novembro a março chove muito, com neblina fechando os morros e a pedra molhada tornando a subida perigosa. A Semana Santa (março ou abril) é o maior evento da cidade, com tapetes de serragem colorida nas ruas e encenações da Paixão — imperdível, mas com a cidade lotada e cara. O Festival de Inverno da UFOP, em julho, também enche Ouro Preto
Quantos dias
2 a 3 dias para a cidade: um dia para a Praça Tiradentes, a Igreja de São Francisco de Assis, a do Pilar e o Museu da Inconfidência; um dia para o Alto da Cruz (Santa Efigênia, Padre Faria), a Casa dos Contos e uma mina; e tempo para andar sem pressa pelas ladeiras. Um dia a mais rende o bate-volta a Mariana, de trem, e outro a Congonhas, para ver os profetas de Aleijadinho
Custo médio
R$ 250-500/dia por pessoa no padrão intermediário (pousada no centro histórico + refeições de comida mineira + ingressos de igreja e museu); hostel desce para R$ 150/dia. É uma cidade barata fora da Semana Santa e do Festival de Inverno, quando a hospedagem triplica e some
Como chegar
Ouro Preto fica a cerca de 100 km de Belo Horizonte, cerca de 2 horas de carro pela BR-356 e BR-040; o aeroporto mais próximo é o de Confins (CNF), a 130 km. De ônibus, a viação Pássaro Verde liga a rodoviária de Belo Horizonte a Ouro Preto em cerca de 2 horas, com saídas frequentes. Dentro da cidade, o centro histórico se faz todo a pé
O que checamos, e quando
Igreja de São Francisco de Assis — ingresso e horário
R$ 10 (meia R$ 5; grátis até 7 anos); terça a domingo, 8h30-12h e 13h30-17h; o bilhete vale também para o Museu do Aleijadinho e as igrejas da Conceição do Antônio Dias e das Mercês · fonte: Prefeitura de Ouro Preto — Secretaria de Turismo · verificado em 2026-09-04
A maioria das igrejas e museus fecha às segundas — comece a visita na terça-feira · fonte: Prefeitura de Ouro Preto · verificado em 2026-09-04
Trem da Vale — Ouro Preto a Mariana
18 km em cerca de 1 hora, de quinta a domingo; bilhetes na Estação Ferroviária de Ouro Preto, de quarta a domingo, 8h30-17h · fonte: Trem da Vale / Prefeitura de Ouro Preto · verificado em 2026-09-04
Como chegar
Cerca de 100 km de Belo Horizonte, ~2h de carro pela BR-356/040; ônibus da viação Pássaro Verde da rodoviária de BH em ~2h; aeroporto mais próximo: Confins (CNF) · fonte: Circuito do Ouro / Prefeitura de Ouro Preto · verificado em 2026-09-04
Onde fica Ouro Preto?
Ouro Preto fica na região central de Minas Gerais, na Serra do Espinhaço, a cerca de 100 km de Belo Horizonte e a 1.100 metros de altitude, encravada entre morros — o casario desce pelas encostas em torno do Pico do Itacolomi.
A igreja erguida pela irmandade dos pretos do Alto da Cruz a partir de 1733, com trabalho e ouro de mineradores negros — fachada sóbria por fora, interior de talha rica por dentro, ligada a Chico Rei — e uma das melhores vistas do conjunto de Ouro Preto, de cima do bairro.
Fica no ponto mais alto do Alto da Cruz, subida puxada de cerca de 20 minutos a pé da Praça Tiradentes (ou de carro). Abre de terça a domingo em horário curto e cobra uma entrada simbólica. A história é o ponto: enquanto a elite tinha a São Francisco e o Carmo, a população escravizada e forra construiu a sua igreja com o que sobrava. Do adro, a vista abrange toda a cidade e o Itacolomi.
Como chegar: Alto da Cruz, subindo pela Rua Santa Efigênia
Andre Yabiku, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
2Capela do Padre Faria
Preço:
Entrada barata
Duração:
20-30 min
A capela mais antiga de Ouro Preto, de 1704, no bairro onde o padre João de Faria Fialho fincou a cruz que marcou o início do povoado — pequena, quase escondida entre as casas, com um interior de talha dourada surpreendente para o tamanho e um relógio de sol e um cruzeiro de três braços no adro.
Fica no fim do bairro do Padre Faria, além do Alto da Cruz — o trecho mais afastado do circuito, alcançado de carro ou numa caminhada longa. Abre de terça a domingo em horário reduzido, com entrada barata. É o marco zero da cidade: dali saíram as primeiras ruas de Vila Rica. Combina com a subida a Santa Efigênia e à Mina do Chico Rei no mesmo roteiro.
Como chegar: Bairro do Padre Faria, além do Alto da Cruz; de carro
Pedro Paulo Palazzo, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
3As ladeiras e os mirantes
Preço:
Grátis
Duração:
1h-2h avulsas ao longo da visita
Ouro Preto se anda de cabeça baixa, olhando o calçamento, e de cabeça erguida, olhando as torres — a graça da cidade está tanto nas igrejas quanto no trajeto entre elas: a Rua Direita, a Rua das Flores, o Beco do Caetano, as pontes de pedra sobre o córrego e os mirantes de onde o casario aparece inteiro.
É passeio sem hora nem ingresso, mas cansa: quase tudo é subida ou descida em pé-de-moleque, e a altitude e o frio pesam. Faça em ritmo lento, com calçado de sola firme e água. Os melhores pontos de vista são o adro da Igreja de Santa Efigênia, a esplanada da São Francisco de Paula (a igreja mais alta da cidade), o Jardim do Horto e o mirante na estrada para Mariana. O fim de tarde, com a luz baixa nas fachadas, é a melhor hora.
Como chegar: A pé, a partir da Praça Tiradentes
Alvesgaspar, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
Muito boas
4Praça Tiradentes e o centro histórico
Preço:
Grátis para circular; museus e igrejas cobram à parte
Duração:
meio período a um dia
O coração da antiga Vila Rica: a praça onde a cabeça de Tiradentes foi exposta em 1792, com o monumento a ele no centro, a antiga Casa de Câmara e Cadeia (hoje Museu da Inconfidência), o Palácio dos Governadores (a Escola de Minas, com o Museu de Ciência e Técnica) e o casario de onde saem as principais ladeiras da cidade.
É o ponto de partida de qualquer roteiro a pé. Da praça descem a Rua Direita e a Rua São José, com casarões, lojas de pedra-sabão e o comércio; sobe a Rua Cláudio Manoel, para a Igreja do Carmo e a São Francisco. Aos fins de semana há feira de artesanato e de pedras. À noite, a praça e as ruas do entorno concentram os bares e as repúblicas de estudantes da UFOP. O calçamento é de pé-de-moleque irregular — atenção ao pisar.
Como chegar: Centro histórico; a pé da maioria das pousadas
João André Simiquelli de Souza, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
5Igreja de São Francisco de Assis
Preço:
R$ 10 (meia R$ 5); bilhete integrado com mais três sítios; grátis até 7 anos
Duração:
40 min-1h
A obra-prima do barroco mineiro: projeto e portal esculpido em pedra-sabão de Aleijadinho, teto pintado por Manuel da Costa Ataíde com a Nossa Senhora mulata cercada de anjos, e as torres cilíndricas que se tornaram símbolo de Ouro Preto.
Abre de terça a domingo, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 17h (fecha segunda e no almoço). A entrada custa R$ 10 (meia R$ 5, grátis até 7 anos), e o bilhete vale também para o Museu do Aleijadinho, a Igreja da Conceição do Antônio Dias e a das Mercês. É proibido fotografar o interior. Fica no Largo de Coimbra, onde acontece a feira de pedra-sabão, de frente para o casarão da Pousada do Mondego. Reserve pelo menos 40 minutos.
Como chegar: Largo de Coimbra, a pé da Praça Tiradentes
Alvesgaspar, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
6Basílica de Nossa Senhora do Pilar
Preço:
Ingresso pago (inclui o Museu de Arte Sacra no subsolo)
Duração:
40 min-1h
A segunda igreja mais rica em ouro do Brasil, atrás só de São Francisco de Salvador: cerca de 400 quilos de ouro e prata cobrindo a talha do interior, num barroco joanino exuberante, com o Museu de Arte Sacra no subsolo, na antiga casa de sepultamento.
Fica no bairro do Pilar, na parte baixa do centro, e abre de terça a domingo em horário reduzido (confira na hora). A entrada é paga e inclui o museu no subsolo, com peças de ouro, prata e imaginária. O contraste com a São Francisco é o ponto: uma é o rococó sóbrio de Aleijadinho, a outra é o ouro sem economia da primeira metade do século XVIII. Também não se fotografa o interior.
Como chegar: Bairro do Pilar, descendo da Rua Direita
Paulo SP / Wikimedia, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
7Bate-volta a Mariana pelo Trem da Vale
Preço:
Passeio de trem cobrado à parte; centro de Mariana grátis para circular
Duração:
meio dia a um dia com o trem
A primeira capital de Minas, a 12 km de Ouro Preto, com um centro histórico mais plano e igualmente barroco — a Sé, com o órgão alemão de 1701; a Igreja de São Francisco, com Aleijadinho e Ataíde; a Praça Minas Gerais, com o pelourinho — e o trajeto de trem turístico a vapor pela serra, uma das ferrovias mais bonitas do país.
O Trem da Vale (Maria-Fumaça) percorre os 18 km entre as estações de Ouro Preto e Mariana em cerca de uma hora, de quinta a domingo; os bilhetes são vendidos na Estação Ferroviária de Ouro Preto, de quarta a domingo, das 8h30 às 17h — compre com antecedência nos meses cheios. Também dá para ir de carro (20 minutos) ou de ônibus. Em Mariana, o centro se vê a pé em meio dia; some a visita à Mina da Passagem, no caminho.
Como chegar: Trem da Vale da Estação Ferroviária de Ouro Preto; ou carro/ônibus
Luis Rizo, domínio público, via Wikimedia Commons
8Bate-volta a Congonhas: os profetas de Aleijadinho
Preço:
Visita aos profetas e às capelas gratuita; transfer ou carro à parte
Duração:
dia inteiro com o deslocamento
O conjunto que a Unesco considera o ápice do barroco no mundo: os doze profetas esculpidos por Aleijadinho em pedra-sabão, distribuídos pela escadaria e pelo adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, mais as seis capelas dos Passos da Paixão, com 64 figuras em cedro. Fica a cerca de 65 km de Ouro Preto.
O santuário é aberto e a visita aos profetas, no adro, é gratuita; as capelas dos Passos, ao longo da subida, também. De carro de Ouro Preto são cerca de 1h15 pela BR-040; não há passeio de ônibus turístico direto fácil, então o carro (ou um transfer) é a forma prática. A melhor luz para as esculturas é a da manhã. Em setembro, o Jubileu do Bom Jesus lota a cidade de romeiros.
Como chegar: Carro pela BR-040 (~1h15) ou transfer contratado
Ana Pismel, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons
Se sobrar tempo
5 atrações · toque para abrirtoque para fechar
Museu da Inconfidência · Igreja de Nossa Senhora do Carmo e o Museu do Oratório · Casa dos Contos · Mina do Chico Rei · Teatro Municipal (Casa da Ópera)
9Museu da Inconfidência
Preço:
Entrada gratuita
Duração:
1h-1h30
O museu que conta a Inconfidência Mineira de 1789, na antiga Casa de Câmara e Cadeia da Praça Tiradentes — com documentos do processo, objetos dos inconfidentes, o Panteão com os restos mortais dos conjurados trazidos do exílio, e um acervo grande de arte sacra e mobiliário colonial.
A entrada é gratuita e o museu abre de terça a domingo (fecha segunda). A visita leva cerca de uma hora e meia e vale tanto pelo tema histórico quanto pelo acervo de imaginária, ourivesaria e a coleção de esculturas de Aleijadinho. No pátio dos fundos, a cadeia original, com as celas. É um dos museus mais completos de Minas e não custa nada — comece por ele.
Como chegar: Praça Tiradentes, no centro histórico
Luidy Félix, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
10Igreja de Nossa Senhora do Carmo e o Museu do Oratório
Preço:
Igreja e Museu do Oratório cobram ingressos separados
Duração:
1h-1h30 o conjunto
A igreja da elite de Vila Rica, começada em 1766, com projeto do pai de Aleijadinho e detalhes de fachada, lavabos e púlpitos do próprio Aleijadinho — e, ao lado, na antiga casa do noviciado, o Museu do Oratório, com quinhentos oratórios e peças de devoção doméstica dos séculos XVII a XX.
Fica na Rua Brigadeiro Musqueira, a poucos passos da Praça Tiradentes. A igreja abre de terça a domingo, com entrada paga; o Museu do Oratório, ao lado, cobra ingresso próprio e é uma das visitas mais surpreendentes da cidade, com curadoria premiada. O conjunto dá uma boa hora e meia. Da esplanada da igreja se tem uma das melhores vistas do casario descendo o morro.
Como chegar: Rua Brigadeiro Musqueira, a pé da Praça Tiradentes
Venturamarina, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
11Casa dos Contos
Preço:
Entrada gratuita
Duração:
45 min-1h
O casarão de 1782 onde funcionava a cobrança dos impostos sobre o ouro — sede da 'contadoria' — que serviu de prisão para inconfidentes como Cláudio Manuel da Costa, hoje um museu da moeda e da tributação, com a senzala no porão preservada.
Fica na Rua São José, na parte baixa. A entrada é gratuita e o museu abre de terça a domingo. Além das coleções de moedas, selos e balanças de pesar ouro, a visita mostra a arquitetura de um sobrado nobre da época — cozinha, capela, pátio — e a senzala do subsolo, com um painel sobre a escravidão nas minas. Leva cerca de 45 minutos.
Como chegar: Rua São José, descendo da Praça Tiradentes
Paulo SP / Wikimedia, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
12Mina do Chico Rei
Preço:
Ingresso pago
Duração:
30-45 min
A mina de ouro urbana ligada à lenda de Chico Rei — o africano escravizado que teria comprado a própria liberdade e a de seu povo com o ouro tirado dali, e se tornado 'rei' da comunidade negra de Vila Rica. Um trecho de galerias escavadas à mão, a poucos metros do centro.
Fica no Alto da Cruz, no caminho para a Igreja de Santa Efigênia. A entrada é paga e a visita é curta (cerca de 30 minutos), percorrendo um trecho baixo e estreito das galerias — quem tem claustrofobia ou dificuldade de mobilidade deve pensar duas vezes. Há um pequeno café e um restaurante de comida mineira no mesmo terreno. Para uma mina maior, com descida de trenzinho, a Mina da Passagem fica a caminho de Mariana.
Como chegar: Alto da Cruz, subindo da Praça Tiradentes; a pé ou de carro
Pedro Vilela / MTur, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons
13Teatro Municipal (Casa da Ópera)
Preço:
Entrada barata na visita; ingresso à parte para espetáculos
Duração:
20-30 min
A Casa da Ópera de 1770, o teatro mais antigo em funcionamento das Américas — uma sala em ferradura com camarotes de madeira em três andares, construída para a corte da mineração assistir a óperas e comédias, e que segue programando espetáculos até hoje.
Fica na Rua Brigadeiro Musqueira, entre a Praça Tiradentes e a Igreja do Carmo. A visita diurna é rápida (cerca de 20 minutos) e cobra uma entrada barata; abre de terça a domingo. Se houver espetáculo no cartaz durante sua estada, vale muito assistir a algo naquele espaço. A acústica e a madeira original de dois séculos e meio são o ponto.
Como chegar: Rua Brigadeiro Musqueira, a pé da Praça Tiradentes
Cecioka, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Onde ficar em Ouro Preto?
Brumas Hostel Ouro PretoFaixa de preço: $Para quem: Sozinho e Grupo
Hostel bem avaliado num casarão do centro histórico, com terraço de vista para as igrejas e clima de convivência — base barata a pé de tudo, boa para quem viaja sozinho.
Pousada ClássicaFaixa de preço: $$Para quem: Casal e Família
Pousada tradicional na Rua Conde de Bobadela (a Rua Direita), com estacionamento próprio — vantagem rara no centro — e localização imbatível para andar tudo a pé.
Hotel Solar do RosárioFaixa de preço: $$Para quem: Casal e Família
Hotel num conjunto de casarões restaurados perto da Igreja do Rosário, com piscina, spa e restaurante — mais estrutura que a média das pousadas do centro, ainda dentro do perímetro histórico.
Pouso do Chico ReiFaixa de preço: $$Para quem: Casal
Pousada minúscula e histórica na Rua Brigadeiro Musqueira, num casarão do século XVIII que já hospedou artistas e escritores — poucos quartos, muito caráter, reserva com antecedência.
Pousada do MondegoFaixa de preço: $$$Para quem: Casal
Casarão colonial no Largo de Coimbra, de frente para a Igreja de São Francisco de Assis — a vista mais bonita de qualquer hospedagem da cidade, com café da manhã na varanda diante da igreja.
Viva Chico Rei HostelFaixa de preço: $
Hostel no centro histórico.
As faixas ($ a $$$) comparam hospedagens dentro deste destino e não são tarifa; sem faixa, não temos base para comparar. Preço e disponibilidade mudam por data: confira no momento da reserva.
Quando ir a Ouro Preto?
Ouro Preto está a 1.100 metros de altitude na Serra do Espinhaço e tem dois climas bem distintos. De abril a setembro é a estação seca: dias amenos (12°C a 25°C), céu limpo que faz o casario e as torres resplandecerem, e noites frias que na serra pedem casaco e, em julho, cobertor. É a melhor época para andar pelas ladeiras sem o risco da pedra molhada. De outubro a março chove muito, com neblina fechando os morros e a subida em pé-de-moleque ficando escorregadia e perigosa.
A Semana Santa (março ou abril) é o maior acontecimento do ano: as ruas do centro são cobertas de tapetes de serragem colorida e flores, há procissões e encenações da Paixão de Cristo, e a cidade recebe multidões — reserve a hospedagem com meses de antecedência e conte com preços altos. Em julho, o Festival de Inverno da UFOP enche Ouro Preto de música, teatro e oficinas. E em setembro, quem vai a Congonhas encontra o Jubileu do Bom Jesus, com romeiros de toda a região.
A comida é a mineira de raiz, feita no fogão a lenha e servida em panela de ferro: feijão tropeiro, tutu de feijão com torresmo e couve, frango com quiabo e angu, lombo de porco, ora-pro-nóbis, e o arroz com feijão que acompanha tudo. Muitos restaurantes trabalham com bufê de peso ou 'prato do tropeiro' no almoço. Endereços tradicionais: o Chafariz, com bufê no fogão a lenha; o O Passo, num casarão com jardim e pizza à noite; o Bené da Flauta, ao lado da São Francisco, com vista; e as cantinas da Rua Direita.
Para acompanhar, a cachaça artesanal mineira (a região tem alambiques premiados), o café coado forte e, na feira, o caldo de cana. De sobremesa, o 'Romeu e Julieta' — goiabada com queijo canastra —, o doce de leite, a ambrosia, o pé-de-moleque e os doces de fruta em calda vendidos nas lojinhas do centro. Leve para casa: queijo, doce de leite, cachaça e uma peça de pedra-sabão da feira do Largo de Coimbra.
Antes de fazer as malas: as ladeiras, a segunda-feira e as regras das igrejas
Ouro Preto é uma cidade inteira em ladeira, calçada de pé-de-moleque — pedra irregular e escorregadia. Não é passeio para sandália nem para sapato de sola lisa: use tênis ou bota de trekking com boa aderência, e aceite que você vai andar devagar e cansar. A 1.100 metros, a subida tira o fôlego de quem vem do nível do mar, e o frio da serra à noite surpreende quem só trouxe roupa de verão. Distribua as igrejas do alto (Santa Efigênia, Padre Faria) num dia e as do centro em outro, para não subir e descer o mesmo morro várias vezes.
A regra que mais frustra quem não planeja: a maioria das igrejas e dos museus fecha às segundas-feiras. Se você tem só um fim de semana, chegue no sábado e reserve o domingo, ou emende a segunda com a terça. As igrejas também têm horários curtos, fecham na hora do almoço (em geral das 12h às 13h30) e param a visitação turística durante as missas — cheque os horários no dia. E quase todas proíbem fotografar o interior; respeite, é para proteger a pintura e a talha.
Custos e acesso: o bilhete integrado de R$ 10 cobre a São Francisco de Assis, o Museu do Aleijadinho e mais duas igrejas; o Museu da Inconfidência e a Casa dos Contos são de graça; as demais igrejas e o Museu do Oratório cobram ingressos avulsos, baratos. Leve dinheiro em espécie, porque nem toda bilheteria de igreja tem máquina de cartão. O centro histórico tem circulação de carro restrita e estacionamento pago escasso — se vier de carro, deixe-o na pousada e ande a pé.
2 a 3 dias para a cidade: um para a Praça Tiradentes, a Igreja de São Francisco de Assis, a do Pilar e o Museu da Inconfidência; um para o Alto da Cruz (Santa Efigênia, Padre Faria), a Casa dos Contos e uma mina; e tempo para andar sem pressa pelas ladeiras. Um dia a mais permite o bate-volta a Mariana, de trem, e outro a Congonhas, para ver os doze profetas de Aleijadinho.
Preciso de carro em Ouro Preto?
Para chegar e para os bate-voltas (sobretudo Congonhas, que não tem ônibus turístico direto), o carro ajuda. Mas dentro da cidade ele atrapalha: o centro histórico se faz todo a pé, a circulação de carro é restrita, as ruas são de pedra íngreme e o estacionamento é caro e escasso. Quem vem de Belo Horizonte resolve a chegada de ônibus (viação Pássaro Verde, cerca de 2 horas).
As igrejas de Ouro Preto cobram entrada?
Algumas sim. A Igreja de São Francisco de Assis custa R$ 10 (meia R$ 5), e o bilhete vale também para o Museu do Aleijadinho e mais duas igrejas. A do Pilar e a do Carmo cobram ingressos próprios. Já o Museu da Inconfidência e a Casa dos Contos são gratuitos. Quase todas fecham às segundas e no horário de almoço, param durante as missas e proíbem fotografar o interior.
Qual é a melhor época para ir?
De abril a setembro, a estação seca: dias amenos, céu limpo e as ladeiras sem o risco da pedra molhada — leve casaco, porque a serra esfria à noite e julho chega perto de 0°C. A Semana Santa (março ou abril) é o auge, com as ruas cobertas de tapetes de serragem e as encenações da Paixão, mas a cidade lota e os preços disparam.
Vale a pena ir a Congonhas ver os profetas de Aleijadinho?
Vale, se você quer ver a obra-prima do barroco brasileiro. São os doze profetas esculpidos por Aleijadinho em pedra-sabão, no adro e na escadaria do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, mais as seis capelas dos Passos da Paixão. A visita é gratuita. Congonhas fica a cerca de 1h15 de carro de Ouro Preto pela BR-040; sem transporte turístico direto, vá de carro ou com transfer.
Vai para Ouro Preto?
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