Uma das maiores ilhas fluviomarinhas do mundo, com fazenda de búfalo que virou meio de transporte local e praia de água doce na foz do Rio Amazonas — mas a ilha não tem rede de estrada asfaltada completa, e boa parte do deslocamento interno depende de estrada de terra que fecha sozinha na temporada de chuva forte.
Imagem ilustrativa · CHK46, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Equipe Destino Vivo · Atualizado em 16 de setembro de 2026
Guias com pesquisa de campo, preços checados e zero cilada. como fazemos →
Vale muito para quem gosta de cultura amazônica única e experiência fora do roteiro turístico convencional: a Ilha de Marajó tem fazenda de búfalo, cerâmica marajoara tradicional e praia de água doce na foz do Rio Amazonas. A pegadinha é a infraestrutura: a ilha não tem estrada asfaltada completa, e o deslocamento interno em época de chuva forte (janeiro a maio) pode ficar bem mais difícil ou até impossível em alguns trechos. Reserve 3 dias e conte R$ 250-450 por dia por pessoa.
Junho a dezembro é a estação seca, com estrada interna mais transitável e menos chuva. Janeiro a maio é a estação chuvosa, quando parte do deslocamento por terra pode ficar comprometido
Quantos dias
3 dias: um dia para conhecer uma fazenda de búfalo, um dia para a praia de água doce em Soure, e um dia extra para a cultura da cerâmica marajoara
Custo médio
R$ 250-450/dia por pessoa no padrão intermediário (pousada + refeições + passeios)
Como chegar
Voo até Belém, seguido de balsa ou barco de cerca de 3-4h até Soure, principal cidade da ilha
A Ilha de Marajó fica na foz do Rio Amazonas, no estado do Pará — o acesso é só por barco ou balsa a partir de Belém, com travessia de cerca de 3 a 4 horas até o principal município, Soure.
A charrete é um meio de transporte tradicional em Soure, usado tanto por morador local quanto oferecido como passeio turístico pela cidade e arredores.
O passeio de charrete custa em torno de R$ 40-70 por grupo, dependendo da duração e do trajeto escolhido.
Como chegar: Contratação direta no centro de Soure
2Rio Paracauari e manguezal
Preço:
Cerca de R$ 50-90
Duração:
2h-3h
Um passeio de barco pelo rio que corta parte da ilha, passando por área de manguezal e possibilidade de avistar ave e outra fauna típica da região amazônica.
O passeio de barco custa em torno de R$ 50-90 por pessoa, com duração variável conforme o roteiro.
Como chegar: Embarque no porto de Soure
3Praia do Céu
Preço:
Grátis
Duração:
2h-3h
Uma praia mais tranquila e menos concorrida que a do Pesqueiro, com água calma e ambiente mais preservado, boa para quem busca sossego.
O acesso é gratuito. Tem infraestrutura mais simples que outras praias da ilha, o que preserva o ambiente mais natural.
Como chegar: Carro ou moto-táxi, cerca de 20-25 min de Soure
Muito boas
4Fazenda de Búfalos
Preço:
Cerca de R$ 60-100
Duração:
2h-3h
Uma visita a uma fazenda tradicional onde o búfalo é usado como meio de transporte e fonte de leite e queijo, uma cena única no Brasil e um dos símbolos mais fortes da cultura marajoara.
O passeio guiado custa em torno de R$ 60-100 por pessoa, incluindo degustação de produto derivado do leite de búfala.
Como chegar: Carro ou van, cerca de 20-30 min de Soure
5Praia do Pesqueiro
Preço:
Grátis
Duração:
3h-4h
Uma praia de água doce misturada com água salobra na foz do Rio Amazonas, com faixa de areia extensa e coqueiral, considerada a mais famosa da ilha.
O acesso é gratuito. A maré influencia bastante a largura da praia, então vale considerar o horário na visita.
Como chegar: Carro ou moto-táxi, cerca de 15 min de Soure
6Cerâmica Marajoara (ateliê e museu)
Preço:
Grátis a baixo custo (ateliê); compras à parte
Duração:
1h-1h30
A cerâmica marajoara, com padrão geométrico e grafismo indígena tradicional, é uma arte reconhecida internacionalmente, ainda produzida por artesão local segundo técnica ancestral.
A visita a um ateliê costuma ser gratuita ou de baixo custo, com a compra da peça sendo o principal gasto.
Como chegar: A pé ou moto-táxi, centro de Soure
Halley Pacheco de Oliveira, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
7Gastronomia marajoara
Preço:
Cerca de R$ 40-70
Duração:
1h-1h30
O queijo de búfala e a maniçoba são especialidades locais bastante associadas à ilha, com sabor distinto por causa do leite de búfala usado em diversos pratos.
Uma refeição completa custa em torno de R$ 40-70 por pessoa em restaurante de padrão médio de Soure.
Como chegar: Restaurantes espalhados pelo centro de Soure
Se sobrar tempo
2 atrações · toque para abrirtoque para fechar
Fortim de Nossa Senhora do Pilar · Fazenda-hotel com hospedagem rural
8Fortim de Nossa Senhora do Pilar
Preço:
Grátis
Duração:
30min-45min
Um antigo forte militar do período colonial em Soure, com estrutura remanescente que conta parte da história de ocupação portuguesa na região amazônica.
O acesso é gratuito. Fica próximo ao centro de Soure, fácil de incluir em uma caminhada pela cidade.
Como chegar: A pé, centro de Soure
9Fazenda-hotel com hospedagem rural
Preço:
Cerca de R$ 250-400 (diária com pensão)
Duração:
Pernoite
Algumas fazendas da ilha oferecem hospedagem própria, permitindo uma imersão maior na rotina rural marajoara, incluindo ordenha de búfala e atividade do dia a dia da fazenda.
A diária com pensão completa custa em torno de R$ 250-400 por pessoa, incluindo atividade guiada na fazenda.
Como chegar: Carro ou van, fazendas espalhadas pela ilha
Onde ficar em Ilha de Marajó?
Pousada Bosque dos AruãsFaixa de preço: $Para quem: Sozinho e Família
Pousada de bom custo-benefício, ambiente tranquilo.
Pousada O Canto do Francês
Das pousadas mais conhecidas de Soure.
Solar Encanto do Marajó
Em Soure, perto do porto que liga a ilha a Belém e a Salvaterra.
Hotel Casarão da Amazônia
Hotel em Soure.
As faixas ($ a $$$) comparam hospedagens dentro deste destino e não são tarifa; sem faixa, não temos base para comparar. Preço e disponibilidade mudam por data: confira no momento da reserva.
Quando ir à Ilha de Marajó?
Junho a dezembro é a estação seca, com estrada interna mais transitável e menos chuva, sendo a época mais recomendada para explorar a ilha.
Janeiro a maio é a estação chuvosa, quando parte do deslocamento por terra pode ficar comprometido, exigindo mais flexibilidade no roteiro.
O queijo de búfala, com sabor mais suave que o queijo de leite de vaca, é a especialidade mais associada à ilha e vendido em quase todo restaurante local.
A maniçoba, prato feito a partir da folha da mandioca brava cozida por dias para eliminar toxina natural, é uma iguaria tradicional paraense também presente em Marajó.
O peixe de água doce da região, como o filhote e o tucunaré, é bastante utilizado na culinária local, geralmente grelhado ou frito.
Por que a infraestrutura de estrada da ilha exige planejamento extra?
Diferente da maioria dos destinos turísticos brasileiros, a Ilha de Marajó não tem uma malha completa de estrada asfaltada ligando seus municípios — boa parte do deslocamento interno depende de estrada de terra, que fica sujeita a condição bem pior durante a estação chuvosa, entre janeiro e maio.
Isso significa que um passeio planejado para durar poucas horas pode se estender bastante, ou até se tornar inviável, dependendo do estado da estrada no dia — uma realidade bem diferente da maioria dos destinos de praia ou fazenda do restante do Brasil.
Na prática, para quem visita: prefira viajar na estação seca (junho a dezembro) se possível, contrate transporte local com motorista experiente na região em vez de dirigir por conta própria, e mantenha o roteiro flexível, sem compromisso muito apertado entre um passeio e outro.
Perguntas frequentes
Como chegar à Ilha de Marajó saindo de Belém?
Por balsa ou barco, com travessia de cerca de 3 a 4 horas a partir do porto de Belém até Soure, o principal município da ilha.
Quantos dias são ideais para conhecer a Ilha de Marajó?
3 dias: um dia para conhecer uma fazenda de búfalo, um dia para a praia de água doce em Soure, e um dia extra para a cultura da cerâmica marajoara.
É verdade que o búfalo é usado como transporte na ilha?
Sim, em algumas áreas da ilha, principalmente rurais, o búfalo é usado como montaria e meio de transporte, além de fonte de leite e queijo, um costume único no Brasil.
A estrada da ilha é boa o ano todo?
Não. Grande parte é de terra, e a condição piora bastante na estação chuvosa, entre janeiro e maio, podendo dificultar ou até impedir o deslocamento em alguns trechos.
Vale a pena comprar cerâmica marajoara na ilha?
Sim, é uma arte reconhecida internacionalmente, com padrão geométrico e grafismo indígena tradicional, ainda produzida por artesão local segundo técnica ancestral.
Vai para Ilha de Marajó?
A newsletter ainda está em preparação. Se você quer receber, toque no botão: a gente só conta o interesse e não pede seu e-mail agora.