O destino europeu que quase todo brasileiro coloca em primeiro na lista — e o primeiro em que a papelada muda de verdade a partir de 2026: passaporte obrigatório, controle biométrico já rodando na fronteira e uma autorização eletrônica nova a caminho.
NonOmnisMoriar, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
Equipe Destino Vivo · Atualizado em 03 de setembro de 2026
Guias com pesquisa de campo, preços checados e zero cilada. como fazemos →
Vale a pena e rende muito: 11h30 de voo direto de São Paulo, sem visto para turismo de até 90 dias, numa cidade que concentra Louvre, Torre Eiffel, Versalhes e bistrô de bairro a distância de caminhada. Vá em maio, junho ou setembro, quando o clima ajuda e a fila diminui. Reserve 4 a 6 dias e conte R$ 700 a R$ 1.200 por dia por pessoa. Leve o passaporte com validade de sobra e acompanhe a entrada em vigor do ETIAS.
Maio, junho e a segunda quinzena de setembro são as melhores janelas: 15-25°C, dias longos, jardins floridos e menos fila que o pico de julho-agosto, quando a cidade lota e pode passar dos 30°C em onda de calor. Novembro a março é frio (2-9°C) e cinzento, mas é quando passagem e hotel ficam mais baratos
Quantos dias
4 a 6 dias numa primeira viagem: dá pra cobrir os grandes museus sem maratona, subir na Torre Eiffel, andar por Montmartre e pelo Marais e ainda reservar um dia inteiro pra Versalhes; 3 dias cobrem só o essencial, no ritmo apertado
Custo médio
R$ 700-1.200/dia por pessoa no padrão intermediário (hotel 3 estrelas + refeições + transporte + um ou dois ingressos); mochilão em hostel do Quartier Latin desce pra R$ 450/dia; a conta sobe rápido em hotel de bairro nobre e restaurante estrelado
Como chegar
Voo direto de São Paulo (Guarulhos) a Paris (Charles de Gaulle/CDG) em cerca de 11h20-11h40, com Air France e LATAM — mais de 20 voos diretos por semana somando as duas na alta temporada; de outras capitais brasileiras, a conexão mais comum passa por São Paulo, Lisboa ou Madri
O que checamos, e quando
Documento de entrada (Schengen)
Passaporte com validade mínima de 3 meses além da saída; sem visto pra turismo até 90 dias/180 · fonte: Embaixada da França no Brasil · verificado em 2026-09-03
ETIAS (autorização eletrônica)
€ 20, validade de 3 anos; ainda não exigido na data de checagem, previsão de início no fim de 2026 com transição · fonte: Comissão Europeia — portal oficial ETIAS · verificado em 2026-09-03
Tarifa do métro por viagem
€ 2,50 avulsa ou € 2,15 no cartão Navigo Easy; tarifa única, sem zonas, desde 2025 · fonte: Île-de-France Mobilités · verificado em 2026-09-03
Torre Eiffel — ingresso e horário
Cerca de € 14,80 (escada) a € 36,70 (elevador ao topo); aberta todos os dias, ~9h30 às 23h · fonte: Torre Eiffel — site oficial · verificado em 2026-09-03
Centre Pompidou
Fechado para reforma desde setembro de 2025, reabertura prevista só em 2030 · fonte: Centre Pompidou · verificado em 2026-09-03
Onde fica Paris?
Paris é a capital da França, no norte do país, às margens do rio Sena — cerca de 11h30 de voo direto de São Paulo, sem escala.
Nave grátis; torres cerca de € 16 quando em operação; Tesouro € 12
Duração:
45 min-1h30 com as torres
A catedral gótica mais famosa do mundo reabriu em dezembro de 2024, cinco anos depois do incêndio — a nave restaurada ficou mais clara do que qualquer parisiense se lembrava de tê-la visto.
A entrada na nave é gratuita, todos os dias. Em fim de semana, feriado e horário de pico, a catedral usa um sistema de horário marcado com bilhete eletrônico gratuito pelo site oficial (notredamedeparis.fr) — reserve com antecedência pra não pegar a fila longa da porta. A subida às torres, com vista das gárgulas e do centro da cidade, é paga (em torno de € 16) e está reabrindo aos poucos ao longo de 2026; confirme se já está em operação antes de contar com ela. O Tesouro e a Cripta Arqueológica em frente cobram ingresso à parte.
Como chegar: Métro linha 4, estação Cité; ou RER B/C, estação Saint-Michel-Notre-Dame
Gerda Arendt, CC0, via Wikimedia Commons
2Arco do Triunfo
Preço:
Cerca de € 16 o terraço; confira o valor vigente no site do Centre des monuments nationaux
Duração:
45 min-1h
O arco de 50 metros no fim dos Campos Elísios, encomendado por Napoleão — e um dos melhores mirantes da cidade, com as doze avenidas abrindo em estrela lá de cima.
O terraço no alto abre todos os dias, com última entrada por volta das 22h30 no verão e 22h no inverno. São 284 degraus numa escada em espiral, sem elevador pra maioria dos visitantes — quem tem restrição de mobilidade deve avisar na bilheteria. Não atravesse a rotatória por cima: o acesso é por uma passagem subterrânea que começa na esquina do lado par dos Campos Elísios. A vista rende mais no fim de tarde, quando a Torre Eiffel acende. Ingresso pelo sistema oficial do Centre des monuments nationaux; menor de 18 e residente da UE com menos de 26 anos entram grátis.
Como chegar: Métro linhas 1, 2 ou 6, estação Charles de Gaulle-Étoile
Giles Laurent, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
3Montmartre e Basílica de Sacré-Cœur
Preço:
Basílica grátis; cúpula cerca de € 8; funicular no valor de um bilhete de métro
Duração:
2-3 horas
A colina mais alta de Paris, bairro de Picasso, Van Gogh e Toulouse-Lautrec — com a basílica branca no topo, a praça dos pintores e a melhor vista do skyline sem pagar ingresso.
A entrada na basílica é gratuita, todos os dias das 6h30 às 22h30; a subida à cúpula é paga e vale pela vista de 360°. Suba de funicular (aceita o mesmo bilhete do métro) em vez de encarar os 222 degraus. Este é o ponto de golpe mais conhecido de Paris: o do cordão de amizade — alguém amarra uma pulseira no seu pulso e o parceiro bate a carteira enquanto você discute o preço. Não estenda a mão, não pare pra 'jogo de adivinhação' na escadaria e mantenha a mochila na frente do corpo. De dia e com atenção, o bairro é tranquilo e vale a caminhada até a Place du Tertre e a vinha do Clos Montmartre.
Como chegar: Métro linha 2, estação Anvers, + funicular; ou linha 12, estação Abbesses
Suicasmo, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
4Cruzeiro pelo Rio Sena
Preço:
Cerca de € 16-20 o cruzeiro simples de 1h; opções com jantar custam muito mais
Duração:
1h-1h15
A forma mais preguiçosa e mais eficiente de ver os cartões-postais de uma vez: Louvre, Orsay, Notre-Dame, Conciergerie e a Torre Eiffel desfilam da margem em uma hora sentado.
Os barcos abertos (bateaux-mouches) saem de vários cais — os mais usados ficam ao pé da Torre Eiffel (Port de la Bourdonnais), no Pont de l'Alma e perto de Notre-Dame. O passeio-padrão dura cerca de 1 hora e não precisa de reserva fora dos horários de pico. Faça ao anoitecer, quando os monumentos acendem e a Torre Eiffel cintila cinco minutos a cada hora cheia. Há opções com jantar a bordo, bem mais caras — pra maioria, o cruzeiro simples entrega o essencial.
Como chegar: Embarque no Port de la Bourdonnais (Torre Eiffel), Pont de l'Alma ou Quai de Montebello (Notre-Dame)
Syced, CC0, via Wikimedia Commons
5Bairro Latino, Panteão e Jardim de Luxemburgo
Preço:
Ruas e jardim grátis; Panteão cerca de € 13
Duração:
Meio dia
O bairro da Sorbonne, das livrarias e dos cafés de filósofo — com o Panteão onde estão Voltaire, Rousseau e Marie Curie, e o Jardim de Luxemburgo logo ali pra fechar a tarde.
É passeio de caminhada, sem hora marcada: desça a Rue Mouffetard, uma das ruas de mercado mais antigas da cidade, entre na livraria Shakespeare and Company em frente ao Sena e termine no Jardim de Luxemburgo, onde os parisienses alugam cadeira de ferro pra ler à beira do lago. O Panteão cobra ingresso (cerca de € 13) e a subida à colunata da cúpula, aberta na primavera e no verão, tem a melhor vista do quadrante sul da cidade.
Como chegar: RER B, estação Luxembourg; ou Métro linha 10, estação Cluny-La Sorbonne
Ibex73, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
6Le Marais
Preço:
Grátis pra caminhar; museus variam, vários com coleção permanente gratuita
Duração:
Meio dia
O bairro que escapou das reformas do século XIX — ruelas medievais, palacetes (hôtels particuliers) virados museu, a Place des Vosges e a melhor concentração de falafel, brechó e café de Paris.
Comece pela Place des Vosges, a praça mais antiga de Paris, com a casa de Victor Hugo num dos cantos (museu gratuito). Dali, perca-se pela Rue des Rosiers, coração do bairro judeu, e pela Rue Vieille du Temple. O Musée Picasso e o Musée Carnavalet (história de Paris, entrada gratuita na coleção permanente) ficam a poucos quarteirões. Domingo à tarde é um dos poucos momentos em que boa parte do comércio de Paris abre, e o Marais é onde isso mais acontece.
Como chegar: Métro linha 1, estação Saint-Paul; ou linha 8, estação Chemin Vert
Ricardalovesmonuments, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
7Sainte-Chapelle
Preço:
Cerca de € 13 sozinha, ou combinado com a Conciergerie por cerca de € 20; confira no site oficial
Duração:
45 min-1h
Uma capela gótica do século XIII cujas paredes são 15 vitrais de 15 metros de altura — quando o sol entra, o andar de cima vira uma caixa de luz colorida difícil de descrever.
Fica dentro do complexo do Palácio da Justiça, na Île de la Cité, com controle de segurança na entrada — chegue com folga. Abre todos os dias, das 9h às 19h no verão e até 17h no inverno. Compre ingresso com horário no site do Centre des monuments nationaux; há bilhete combinado com a Conciergerie ao lado, a antiga prisão onde Maria Antonieta passou os últimos dias. Vá numa manhã de sol pra ver os vitrais no auge — em dia nublado o efeito é bem menor.
Como chegar: Métro linha 4, estação Cité
Oldmanisold, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
8Ópera Garnier
Preço:
Cerca de € 15 a visita livre; guiada custa mais — confira no site oficial
Duração:
1h-1h30
O teatro de ópera mais opulento de Paris, cenário de 'O Fantasma da Ópera' — dá pra visitar por dentro de dia, sem ver espetáculo, e ver o teto pintado por Chagall sobre o lustre de seis toneladas.
As visitas livres acontecem quase todos os dias, geralmente das 10h às 17h (até 16h em dia de ensaio ou matinê — confira no site operadeparis.fr antes de ir, porque o horário muda). O ingresso sai por volta de € 15 e dá acesso ao Grande Foyer, à escadaria de mármore e à sala de espetáculos quando não há ensaio. Há visitas guiadas com horário marcado, mais caras. As Galeries Lafayette, com terraço de vista grátis, ficam a dois quarteirões — bom combinar.
Como chegar: Métro linhas 3, 7 ou 8, estação Opéra
Gerda Arendt, CC0, via Wikimedia Commons
Muito boas
9Torre Eiffel
Preço:
Cerca de € 14,80 (escada, 2º andar) a € 36,70 (elevador até o topo); confira o valor vigente no site oficial
Duração:
2h-2h30 com a subida
O símbolo da cidade e o mirante mais concorrido da Europa — 330 metros de ferro forjado que, de perto, são muito maiores do que qualquer foto faz parecer.
Abre todos os dias, das 9h30 às 23h (a última subida ao topo é por volta das 22h). Compre o ingresso com data e horário marcados no site oficial (toureiffel.paris) com semanas de antecedência — o balcão presencial vende o que sobra, e em alta temporada não sobra nada. O ingresso de elevador até o topo custa cerca de € 36,70, o de elevador até o 2º andar € 23,50, e subir de escada até o 2º andar sai por € 14,80 (a escada tem fila bem menor). O acesso ao topo é interrompido em vento forte. Pra foto da torre inteira, atravesse o rio até a esplanada do Trocadéro.
Como chegar: Métro linha 6, estação Bir-Hakeim, ou linha 9, estação Trocadéro; RER C, estação Champ de Mars-Tour Eiffel
AndrewHorne, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
10Museu do Louvre
Preço:
Cerca de € 22 a entrada geral; confira o valor vigente e a regra por nacionalidade no site oficial
Duração:
3-4 horas (ou o dia inteiro)
O museu mais visitado do mundo, dentro de um antigo palácio real — Mona Lisa, Vênus de Milo e Vitória de Samotrácia num acervo grande demais pra ver em um dia.
Abre das 9h às 18h e fecha às terças-feiras; às quartas e sextas fica aberto até 21h45. Reserva com horário marcado no site oficial (louvre.fr) é praticamente obrigatória — o ingresso na hora, quando existe, vem com fila de horas. Menor de 18 anos entra grátis todo dia; residente da União Europeia com menos de 26 anos também. Escolha uma ou duas alas antes de entrar e aceite que não vai ver tudo — a tentativa de ver o museu inteiro é o erro clássico. A entrada pela galeria comercial do Carrousel du Louvre costuma ter fila menor que a da pirâmide.
Como chegar: Métro linhas 1 ou 7, estação Palais Royal-Musée du Louvre
Benh LIEU SONG, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
11Musée d'Orsay
Preço:
Cerca de € 16 a entrada geral; grátis no primeiro domingo do mês — confira o valor vigente no site oficial
Duração:
2-3 horas
A maior concentração de impressionismo do mundo — Monet, Renoir, Degas, Van Gogh e Cézanne — numa antiga estação de trem de 1900 com o relógio virado janela.
Abre das 9h30 às 18h e fecha às segundas-feiras; na quinta vai até 21h45. Durante a reforma das áreas de recepção, a reserva com horário marcado passou a ser obrigatória a partir de março de 2026 — compre no site oficial (musee-orsay.fr). Menor de 18 e residente da UE com menos de 26 anos entram grátis, e há entrada gratuita pra todos no primeiro domingo do mês. Suba ao 5º andar primeiro: é onde estão os impressionistas e o relógio com vista pro Sena, e é a parte que enche mais rápido.
Como chegar: RER C, estação Musée d'Orsay; ou Métro linha 12, estação Solférino
Ibex73, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
12Palácio de Versalhes (bate-volta)
Preço:
Cerca de € 21 (só o Palácio) a € 32 (Passaporte, tudo incluído); confira no site oficial
Duração:
Dia inteiro (ida, visita e volta)
O palácio que definiu o que 'luxo real' quer dizer — a Galeria dos Espelhos, os aposentos de Maria Antonieta e um jardim de 800 hectares desenhado por Le Nôtre, a 40 minutos do centro.
Fica em Versalhes, a cerca de 40 minutos de trem: pegue o RER C sentido Versailles Château Rive Gauche, a estação mais próxima da entrada. Fecha às segundas-feiras. O ingresso Passaporte (cerca de € 32) cobre o palácio, o Trianon e os jardins, inclusive nos dias de Grandes Águas Musicais, quando as fontes funcionam; o bilhete só do Palácio sai por volta de € 21. Reserve horário de entrada no site oficial (chateauversailles.fr) — mesmo com ingresso, sem horário marcado a fila do palácio passa de uma hora. Vá cedo, comece pelo palácio antes das 11h e deixe os jardins pra tarde. Reserve o dia inteiro.
Como chegar: RER C até Versailles Château Rive Gauche, + 10 min a pé
sybarite48, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons
Se sobrar tempo
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Catacumbas de Paris
13Catacumbas de Paris
Preço:
Cerca de € 29-35 com audioguia; confira o valor vigente no site oficial
Duração:
45 min-1h no percurso
1,5 km de túneis a 20 metros abaixo da cidade, com as paredes feitas dos ossos de mais de seis milhões de parisienses transferidos dos cemitérios lotados a partir de 1786 — a visita mais estranha e mais silenciosa de Paris.
A entrada fica na Place Denfert-Rochereau, no 14º arrondissement, e fecha às segundas-feiras. É obrigatório comprar ingresso com data e horário no site oficial (catacombes.paris.fr) — a lotação subterrânea é pequena e a fila sem reserva pode não entrar no dia. São 131 degraus na descida e 112 na subida, sem elevador, num percurso apertado e úmido de cerca de 45 minutos a 1 hora — não é passeio pra quem tem claustrofobia, dificuldade de locomoção ou está com criança de colo. O ingresso com audioguia sai por volta de € 29-35; confira o valor vigente no site.
Como chegar: Métro linhas 4 ou 6, ou RER B, estação Denfert-Rochereau
Diego Delso, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Onde ficar em Paris?
Young & Happy Latin Quarter by HiphophostelsFaixa de preço: $Para quem: Sozinho e Grupo
Hostel no coração do Quartier Latin, na Rue Mouffetard, a poucos minutos a pé do Panteão e do Jardim de Luxemburgo — bairro central, jovem e cheio de comida barata, boa base pra quem quer cortar gasto sem ficar longe de tudo.
Hôtel Caron le MaraisFaixa de preço: $$
Hotel simples e bem localizado no Marais, a caminhada do Louvre, de Notre-Dame e da Place des Vosges — bom pra quem quer ficar num bairro histórico e andável sem pagar preço de bairro nobre.
Hôtel de JoBoFaixa de preço: $$Para quem: Casal
Boutique de decoração excêntrica inspirada em Joséphine Bonaparte, no Marais, a passos do Musée Picasso — pra quem prefere hotel pequeno com personalidade a rede internacional.
Grand Hôtel du Palais RoyalFaixa de preço: $$$Para quem: Casal
Cinco estrelas ao lado dos jardins do Palais Royal e a passos do Louvre, com spa e quartos com vista da Torre Eiffel nos andares altos — a localização mais central desta lista.
Hôtel des Grands BoulevardsFaixa de preço: $$Para quem: Casal e Sozinho
Hotel de charme num prédio do século XVIII entre a Ópera e o Marais, com restaurante interno movimentado — bairro central, bem servido de métro, bom pra quem quer sair a pé pra tudo.
Hôtel FabricFaixa de preço: $$Para quem: Casal e Grupo
Antiga fábrica têxtil reformada perto da Place de la République e do Canal Saint-Martin, num bairro de vida noturna e menos turístico — bom pra quem quer sentir a Paris do dia a dia.
Hôtel Da VinciFaixa de preço: $$$Para quem: Casal e Família
Cinco estrelas em Saint-Germain-des-Prés, com piscina coberta e spa, a passos do Sena e do Museu d'Orsay — o bairro clássico e elegante da margem esquerda.
Le Pavillon de la Reine & SpaFaixa de preço: $$$Para quem: Casal
Cinco estrelas escondido atrás de um jardim na própria Place des Vosges, no Marais — a opção mais reservada e romântica desta lista, indicada pra quem quer luxo discreto no bairro mais bonito da cidade.
As faixas ($ a $$$) comparam hospedagens dentro deste destino e não são tarifa; sem faixa, não temos base para comparar. Preço e disponibilidade mudam por data: confira no momento da reserva.
Quando ir a Paris?
Paris tem as estações no mesmo sentido do Hemisfério Norte, invertidas em relação ao Brasil. A primavera (abril a junho) e o início do outono (setembro) são as melhores janelas: temperatura entre 12°C e 25°C, dias longos que só escurecem depois das 21h no auge do verão, parques floridos e fila menor que a de julho e agosto, quando a cidade recebe o pico de turistas e pode enfrentar ondas de calor acima de 35°C — com o agravante de que boa parte dos parisienses viaja em agosto e uma fatia do comércio de bairro fecha por férias.
O inverno (dezembro a fevereiro) é frio, entre 2°C e 8°C, e cinzento, com pôr do sol às 17h — mas é quando passagem aérea e diária de hotel ficam mais baratas, fora da semana entre o Natal e o Ano-Novo. Se o objetivo é museu, ópera e bistrô, o inverno funciona bem; se é caminhar por jardim e sentar em terraço de café, prefira maio, junho ou setembro. Novembro e março são meses de transição imprevisíveis: pode pegar um dia luminoso de 15°C ou uma semana inteira de chuva fina.
O formato mais parisiense de refeição é o bistrô de bairro: cardápio curto no quadro-negro, prato do dia (plat du jour) mais barato no almoço e uma carta de vinho local. Le Comptoir du Relais, do chef Yves Camdeborde, no Odéon, é um dos mais disputados — no jantar só com reserva feita com semanas de antecedência, no almoço a fila anda mais rápido. Chez Janou, no Marais, faz cozinha provençal num salão sempre cheio e é conhecido pela mousse de chocolate servida à vontade.
Pra comer bem gastando pouco, os bouillons são a resposta: casas centenárias criadas pra servir refeição completa a preço popular, com porção farta e serviço rápido. O Bouillon Chartier, com endereços nos Grands Boulevards, em Montparnasse e na Gare de l'Est, é o mais famoso — entrada, prato e sobremesa saem por menos que um prato principal de restaurante turístico, e o salão art nouveau tombado é parte da experiência.
Fora das refeições sentadas: a boulangerie de esquina resolve o café da manhã e o lanche com croissant, pain au chocolat e a baguette tradition (a de casca grossa, premiada todo ano num concurso da cidade). O falafel da Rue des Rosiers, no Marais, é instituição pro almoço em pé, e um piquenique com queijo, presunto e vinho comprados numa fromagerie e numa cave, comido no Jardim de Luxemburgo ou nas margens do Sena, é um programa que os próprios parisienses fazem.
Antes de fazer as malas: passaporte, EES e ETIAS
Brasileiro não precisa de visto pra turismo na França por até 90 dias dentro de cada período de 180 dias — mas precisa de passaporte, com validade de pelo menos três meses além da data prevista de saída do Espaço Schengen, e páginas em branco. Ao contrário de Buenos Aires, aqui o RG não resolve: a viagem à Europa exige passaporte.
Duas mudanças no controle de fronteira estão em curso e valem acompanhar antes de viajar. A primeira é o EES (Entry/Exit System), o sistema que substitui o carimbo no passaporte por registro biométrico digital — foto e impressão digital colhidas na primeira entrada. Ele começou a ser implantado nos aeroportos europeus de forma escalonada em 2026; na prática, significa uns minutos a mais na imigração na primeira vez, e o controle automático do limite dos 90 dias.
A segunda é o ETIAS, uma autorização eletrônica de viagem (não é visto) que passará a ser exigida de brasileiros pra entrar no Espaço Schengen. Custa € 20, vale três anos, é pedida pela internet com antecedência e a aprovação costuma sair em minutos. Até a data de checagem deste guia, o ETIAS ainda não está em vigor — a previsão é entrar no fim de 2026, com um período de transição de alguns meses em que a falta da autorização não impede a entrada. Antes de comprar a passagem, confirme no site oficial (travel-europe.europa.eu) se a exigência já começou a valer pra sua data de viagem, e faça o pedido só no portal oficial: sites intermediários cobram taxa a mais pelo mesmo processo.
Não pra turismo de até 90 dias dentro de cada 180 dias. Precisa de passaporte válido (com pelo menos três meses de validade além da data de saída do Espaço Schengen) e, quando o ETIAS entrar em vigor — previsto pro fim de 2026 —, de uma autorização eletrônica de € 20 pedida pela internet com antecedência. O ETIAS não é visto: é um cadastro prévio, com aprovação em minutos na maioria dos casos.
Quantos dias são ideais pra conhecer Paris?
4 a 6 dias numa primeira viagem. Dá pra ver os grandes museus sem maratona (Louvre e Orsay em dias diferentes), subir na Torre Eiffel e no Arco do Triunfo, andar por Montmartre, pelo Marais e pelo Bairro Latino, fazer um cruzeiro no Sena e ainda reservar um dia inteiro pra Versalhes. Com 3 dias dá pra ver o essencial, mas correndo.
Preciso comprar ingresso dos museus com antecedência?
Sim, para os principais. Louvre, Orsay, Torre Eiffel, Sainte-Chapelle e Versalhes trabalham com horário marcado, e o ingresso comprado na hora — quando existe — vem com fila de horas. Compre sempre pelo site oficial de cada atração, com data e horário, algumas semanas antes. A entrada na nave de Notre-Dame é gratuita, mas a reserva de horário (também gratuita) evita a fila da porta em fim de semana.
Como funciona o transporte público em Paris?
O métro cobre a cidade inteira e é a forma mais rápida de circular. Desde 2025 a tarifa é única, sem zonas: uma viagem de métro custa cerca de € 2,50 avulsa, ou € 2,15 carregada no cartão Navigo Easy (€ 2 uma vez pra adquirir o cartão), com direito a baldeações por 90 minutos. O bilhete de papel foi extinto — tudo é digital, no cartão ou no celular. Um pacote de 10 viagens sai por volta de € 17,35.
Paris é segura pra turista?
Violência contra turista é rara; o risco real é furto e golpe. Batedor de carteira age nas linhas de métro mais turísticas (6 e 9, no trecho do Trocadéro), na escadaria de Sacré-Cœur, no entorno da Torre Eiffel e em qualquer aglomeração. Golpes comuns: o do cordão de amizade em Montmartre, o da 'aliança achada no chão' e o do abaixo-assinado que distrai enquanto o parceiro age. Carregue a bolsa fechada e na frente do corpo, não deixe o celular na mesa do café e não pare pra 'jogo de adivinhação' na rua.
Vai para Paris?
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