Capital argentina do Malbec, aos pés da Cordilheira dos Andes e do Aconcágua, o pico mais alto das Américas — mas a maioria das vinícolas também exige agendamento prévio, e o roteiro de bodegas rende muito mais organizado por região do que espalhado pelo mapa.
David, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons
Equipe Destino Vivo · Atualizado em 14 de setembro de 2026
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Vale muito para quem gosta de vinho e paisagem andina: Mendoza é a principal região vinícola da Argentina, com vista da Cordilheira dos Andes ao fundo em praticamente qualquer vinícola visitada, além do Aconcágua, o pico mais alto das Américas, a poucas horas de distância. Brasileiro entra na Argentina só com RG ou passaporte, sem visto. A pegadinha é o agendamento: assim como no Vale dos Vinhedos, boa parte das vinícolas de Mendoza exige reserva prévia para tour e degustação. Reserve 4 a 5 dias e conte US$ 60-120 por dia por pessoa.
Março a maio é a época de colheita da uva (vendimia) e outono, com temperatura entre 10°C e 25°C e paisagem de vinhedo colorida — período mais procurado para quem quer combinar vinho e clima ameno. Dezembro a fevereiro é o verão, bem quente e seco, bom para trekking na Alta Montaña
Quantos dias
4 a 5 dias: dois dias para visitar vinícolas na região de Maipú e Luján de Cuyo, um dia para a rota da Alta Montaña até o Aconcágua e Puente del Inca, e um a dois dias extras para o centro da cidade e o Parque General San Martín
Custo médio
US$ 60-120/dia por pessoa no padrão intermediário (hotel + refeições + tour em vinícola com degustação) — Mendoza tem custo geralmente mais em conta que destinos vinícolas equivalentes fora da América do Sul
Como chegar
Não há voo direto do Brasil a Mendoza na maioria das rotas; a alternativa mais comum é voar até Buenos Aires com conexão internacional e seguir em voo doméstico de cerca de 2h até Mendoza. Brasileiro entra na Argentina como turista sem necessidade de visto, apenas RG ou passaporte válido
Celebrada em março, com show principal no Parque General San Martín · fonte: Gobierno de Mendoza — Turismo · verificado em 2026-09-14
Onde fica Mendoza?
Mendoza é a capital da província de mesmo nome, no oeste da Argentina, aos pés da Cordilheira dos Andes — o Aeroporto Internacional Governador Francisco Gabrielli fica a cerca de 8 km do centro da cidade, com trajeto de carro de aproximadamente 15-20 minutos.
Um monumento dedicado ao Exército dos Andes, liderado por José de San Martín na campanha de independência, no topo de uma colina dentro do Parque General San Martín, com vista panorâmica da cidade e da cordilheira.
A visita é gratuita. É possível subir a pé ou de carro, com o monumento sendo um dos símbolos históricos mais importantes de Mendoza.
Como chegar: A pé ou carro, dentro do Parque General San Martín
2Plaza Independencia
Preço:
Grátis
Duração:
1h-1h30
A praça central de Mendoza, com feira de artesanato aos fins de semana e o Museu de Arte Moderno subterrâneo — bom ponto de partida para conhecer o centro da cidade a pé.
A visita à praça é gratuita. A feira de artesanato acontece especificamente aos fins de semana à noite.
Como chegar: A pé, centro de Mendoza
3Rafting no Rio Mendoza
Preço:
Cerca de US$ 40-70
Duração:
3h-4h
Um passeio de rafting nas corredeiras do Rio Mendoza, com água proveniente do degelo da cordilheira — bom programa de aventura para intercalar entre os dias de vinícola.
O passeio custa em torno de US$ 40-70 por pessoa, com opção de nível iniciante e mais avançado dependendo do trecho do rio escolhido.
Como chegar: Van ou carro, cerca de 1h de Mendoza
Muito boas
4Bodegas de Mendoza (roteiro geral)
Preço:
Grátis (tours à parte)
Duração:
Dia inteiro
A principal região vinícola da Argentina, concentrada especialmente nas áreas de Maipú, Luján de Cuyo e Valle de Uco, com a Cordilheira dos Andes servindo de pano de fundo em praticamente qualquer vinícola visitada.
Percorrer a região é gratuito; o custo está nos tours e degustações de cada vinícola. A maioria exige agendamento prévio, especialmente as maiores e mais procuradas.
Como chegar: Carro, cerca de 15-40 km do centro de Mendoza, dependendo da sub-região
5Bodega Catena Zapata
Preço:
Cerca de US$ 30-60
Duração:
1h30-2h
Uma das vinícolas mais reconhecidas internacionalmente da Argentina, com prédio principal inspirado em uma pirâmide maia e vista privilegiada da Cordilheira dos Andes — um tour tanto arquitetônico quanto enológico.
O tour com degustação custa em torno de US$ 30-60 por pessoa, dependendo do pacote escolhido. É fortemente recomendado agendar com pelo menos duas semanas de antecedência.
Como chegar: Carro, região de Luján de Cuyo
ArgentinaWineTourism, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
6Parque General San Martín
Preço:
Grátis
Duração:
1h30-3h
Um dos maiores e mais bonitos parques urbanos da Argentina, com lago artificial, jardim de rosas e o estádio onde a Argentina jogou parte da Copa do Mundo de 1978 — bom respiro verde dentro da própria cidade.
O acesso ao parque é gratuito. É um bom lugar para caminhada ou aluguel de bicicleta no fim da tarde, com o Cerro de la Gloria dentro da mesma área.
Como chegar: A pé ou táxi, próximo ao centro de Mendoza
7Aconcágua (Parque Provincial)
Preço:
Cerca de US$ 20-30 (trekking de mirante)
Duração:
Dia inteiro (trekking de mirante)
O pico mais alto das Américas, com quase 7.000 metros de altitude, dentro de um parque provincial que permite trekking até um mirante de base sem a necessidade de escalada técnica completa até o cume.
O ingresso ao parque para trekking de curta distância custa em torno de US$ 20-30 por pessoa. A escalada completa ao cume exige permissão especial, equipamento avançado e vários dias de expedição, sendo um programa totalmente à parte.
Como chegar: Carro, cerca de 3h de Mendoza pela rota da Alta Montaña
8Puente del Inca
Preço:
Grátis
Duração:
1h-1h30
Uma formação rochosa natural em formato de ponte, colorida por depósitos minerais de enxofre, considerada uma das paisagens naturais mais impressionantes da rota da Alta Montaña rumo ao Chile.
O acesso ao mirante é gratuito. Fica no mesmo trajeto de quem visita o Aconcágua, facilitando combinar as duas paradas no mesmo dia de passeio.
Como chegar: Carro, cerca de 2h30-3h de Mendoza
9Rota do vinho de bicicleta (Maipú)
Preço:
Cerca de US$ 15-25 (aluguel de bicicleta)
Duração:
Meio dia
Uma forma alternativa e bastante popular de visitar vinícolas menores na região de Maipú, pedalando entre uma bodega e outra por estrada relativamente plana e tranquila.
O aluguel de bicicleta custa em torno de US$ 15-25 por dia. É recomendado combinar a pedalada com moderação na degustação de vinho, já que o trajeto é feito na estrada.
Como chegar: Locadoras na região de Maipú, cerca de 15 km do centro
Se sobrar tempo
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Termas de Cacheuta · Uspallata · Mercado Central de Mendoza · Vendimia (festa da colheita, sazonal)
10Termas de Cacheuta
Preço:
Cerca de US$ 30-50
Duração:
3h-5h
Um complexo de piscinas termais naturais na Cordilheira dos Andes, alimentado por fonte de água quente natural — bom programa relaxante entre os dias de vinícola e trekking.
O ingresso ao complexo de piscinas custa em torno de US$ 30-50 por pessoa, com opção de spa e massagem à parte.
Como chegar: Carro, cerca de 1h de Mendoza
11Uspallata
Preço:
Grátis
Duração:
1h-1h30
Um vilarejo na rota da Alta Montaña, com paisagem de vale andino que já serviu de cenário para produção de cinema internacional — bom ponto de parada no caminho até o Aconcágua.
A visita ao vilarejo é gratuita. Costuma ser incluída como parada dentro do passeio guiado de dia inteiro à Alta Montaña.
Como chegar: Carro, cerca de 1h30-2h de Mendoza
12Mercado Central de Mendoza
Preço:
Grátis (consumo à parte)
Duração:
1h-1h30
Um mercado tradicional no centro da cidade, com barraca de produto local, queijo e embutido de produtor da região — bom lugar para uma refeição rápida e local fora do circuito de vinícola.
A entrada é gratuita, o gasto é o consumo nas barracas internas. É um programa mais tranquilo para o meio-dia, entre um passeio e outro.
Como chegar: A pé, centro de Mendoza
13Vendimia (festa da colheita, sazonal)
Preço:
Grátis a pago, dependendo do evento
Duração:
Dia inteiro (evento sazonal, março)
A maior festa vinícola da Argentina, realizada em março, celebrando a colheita da uva com desfile, show e a eleição da Rainha Nacional da Vendimia — vale planejar a viagem especificamente para essa data.
Parte da programação de rua é gratuita, com o show principal no anfiteatro do Parque General San Martín cobrando ingresso à parte, geralmente esgotado com antecedência.
Como chegar: Centro de Mendoza e Parque General San Martín
Onde ficar em Mendoza?
Hostel LaoFaixa de preço: $Para quem: Sozinho e Grupo
Hostel bem avaliado no centro de Mendoza, com ambiente social e boa localização.
Break Point HostelFaixa de preço: $Para quem: Sozinho e Grupo
Hostel simples e social, boa opção de baixo custo próximo à Plaza Independencia.
Diplomatic Hotel MendozaFaixa de preço: $$Para quem: Casal e Família
Hotel de bom custo-benefício no centro, próximo ao Parque General San Martín.
Vines Resort & SpaFaixa de preço: $$$Para quem: Casal
Resort entre vinhedos no Valle de Uco, com spa e vista da cordilheira.
Park Hyatt MendozaFaixa de preço: $$$Para quem: Casal
Hotel de padrão internacional de luxo, com cassino próprio, na Plaza Independencia.
Entre Cielos Wine Resort & Spa MendozaFaixa de preço: $$$Para quem: Casal
Hotel boutique entre vinhedos em Luján de Cuyo, com banho turco e spa completo.
Hotel Argentino MendozaFaixa de preço: $$Para quem: Família e Casal
Hotel tradicional bem avaliado, próximo à Plaza Independencia.
Zamba HostelFaixa de preço: $Para quem: Sozinho e Grupo
Hostel tranquilo com piscina, boa opção para quem viaja sozinho ou em grupo.
As faixas ($ a $$$) comparam hospedagens dentro deste destino e não são tarifa; sem faixa, não temos base para comparar. Preço e disponibilidade mudam por data: confira no momento da reserva.
Quando ir a Mendoza?
Março a maio é a época de colheita da uva (vendimia) e o outono argentino, com temperatura entre 10°C e 25°C e a paisagem de vinhedo em tons dourados — período mais procurado para quem quer combinar vinho, gastronomia e clima ameno.
Dezembro a fevereiro é o verão, bem quente e seco, bom para trekking na Alta Montaña, mas menos agradável para longas caminhadas entre vinícolas no meio do dia. Junho a agosto é o inverno, frio e seco, com neve nas montanhas mais altas visível da própria cidade.
A carne bovina argentina de alta qualidade é o centro da gastronomia local, com o asado (churrasco na brasa) e a parrillada sendo o prato mais tradicional, quase sempre harmonizado com um Malbec da própria região.
Muitas vinícolas têm restaurante próprio, com menu de harmonização específico para os vinhos produzidos ali — reservar o almoço dentro de uma bodega é um programa bastante comum entre quem visita a região.
O centro de Mendoza concentra restaurante de padrão médio a alto voltado para turista, enquanto o Mercado Central oferece opção mais informal e em conta.
Por que agendar a visita à vinícola importa tanto quanto em Bento Gonçalves?
Assim como no Vale dos Vinhedos brasileiro, um erro comum de quem visita Mendoza pela primeira vez é montar um roteiro ambicioso de vinícolas sem checar a disponibilidade de agendamento antes. As bodegas mais conhecidas e procuradas, como a Catena Zapata, costumam ter horário de tour marcado com vaga limitada, especialmente em alta temporada de colheita (março a maio).
Isso significa que o planejamento de qual vinícola visitar deveria vir depois de checar a disponibilidade de agendamento, não antes — um roteiro perfeito no papel pode não ser viável se as bodegas escolhidas já estiverem sem vaga na data da viagem.
Na prática, para quem visita: agende os tours das vinícolas principais com pelo menos duas a três semanas de antecedência, especialmente durante a vendimia em março. Vinícolas menores e cooperativas costumam ter mais flexibilidade para visita sem reserva em dia de semana.
Perguntas frequentes
Preciso de visto para visitar Mendoza sendo brasileiro?
Não. Brasileiro entra na Argentina como turista apenas com RG ou passaporte válido, sem necessidade de visto, para estadias de curta duração.
Dá para subir ao topo do Aconcágua num passeio de um dia?
Não. A escalada completa ao cume do Aconcágua exige permissão especial, equipamento avançado e vários dias de expedição. O que é possível num passeio de um dia é o trekking até um mirante de base, dentro do parque provincial.
Quantos dias são ideais para conhecer Mendoza?
4 a 5 dias: dois dias para visitar vinícolas na região de Maipú e Luján de Cuyo, um dia para a rota da Alta Montaña até o Aconcágua e Puente del Inca, e um a dois dias extras para o centro da cidade e o Parque General San Martín.
Preciso agendar todas as vinícolas com antecedência?
As mais conhecidas e procuradas, sim, especialmente durante a vendimia em março. Vinícolas menores costumam ter mais flexibilidade para visita sem reserva em dia de semana.
Vale a pena fazer a rota de bicicleta pelas vinícolas de Maipú?
Sim, é uma forma popular e mais econômica de conhecer bodegas menores da região, pedalando por estrada relativamente plana entre uma vinícola e outra — só vale moderar a degustação, já que o trajeto de volta é feito na estrada.
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