Capital cubana com carro americano clássico dos anos 1950 ainda circulando como táxi do dia a dia, não como atração posada — mas cartão de crédito internacional praticamente não funciona em Cuba, e chegar sem levar dinheiro em espécie suficiente (euro ou dólar) pode travar boa parte da viagem.
kuhnmi, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons
Equipe Destino Vivo · Atualizado em 15 de setembro de 2026
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Vale muito para quem gosta de história, música ao vivo e uma atmosfera única no mundo: Havana tem a Habana Vieja colonial, reconhecida pela UNESCO, carro clássico americano circulando pelas ruas como transporte real, e uma cena de música ao vivo genuína em praticamente todo bar. Brasileiro entra em Cuba com visto de turista (tarjeta turística), providenciado antes da viagem. A pegadinha é o dinheiro: cartão de crédito e débito internacional praticamente não funcionam em Cuba, e é essencial levar dinheiro em espécie (euro ou dólar) suficiente para toda a viagem. Reserve 4 a 5 dias e conte US$ 60-120 por dia por pessoa.
Novembro a abril é a estação seca, com temperatura entre 20°C e 28°C e menos chance de chuva forte — a época mais procurada, evitando também o período de furacão do Caribe. Maio a outubro é mais quente e chuvoso, com risco de furacão entre junho e novembro
Quantos dias
4 a 5 dias: um dia para a Habana Vieja e a Plaza de la Catedral, um dia para o Malecón e o Vedado, e um a dois dias extras para um bate-volta a Varadero ou uma noite de música ao vivo
Custo médio
US$ 60-120/dia por pessoa no padrão intermediário (hotel + refeições + passeios) — leve dinheiro em espécie suficiente, já que cartão internacional tem aceitação muito limitada
Como chegar
Não há voo direto do Brasil a Havana; a rota mais comum envolve conexão no Panamá, na Cidade do México ou em Madri. Brasileiro precisa de visto de turista (tarjeta turística) para entrar em Cuba, providenciado antes da viagem, geralmente através de agência de viagem ou consulado
Habana Vieja declarada Patrimônio Mundial em 1982 · fonte: UNESCO World Heritage Centre · verificado em 2026-09-15
Aceitação de cartão internacional
Muito limitada; recomendado levar dinheiro em espécie · fonte: Banco Central de Cuba · verificado em 2026-09-15
Onde fica Havana?
Havana é a capital de Cuba, na costa norte da ilha — o Aeroporto Internacional José Martí fica a cerca de 18 km do centro da cidade, com trajeto de carro de aproximadamente 30-40 minutos.
Um edifício monumental inspirado no Capitólio dos Estados Unidos, construído nos anos 1920 como sede do antigo Congresso cubano, hoje abrigando a Academia de Ciências.
O ingresso custa em torno de US$ 5-10 por pessoa. O interior tem salão ricamente decorado e o terceiro maior diamante artificial do mundo embutido no piso.
Como chegar: A pé, próximo à Habana Vieja
2Plaza de la Catedral
Preço:
Grátis
Duração:
1h-1h30
Uma das quatro praças principais da Habana Vieja, com a Catedral de San Cristóbal de estilo barroco, considerada uma das mais bonitas fachadas coloniais das Américas.
A visita à praça e à catedral é gratuita. É comum ver artista de rua vendendo pintura e artesanato ao redor da praça.
Como chegar: A pé, Habana Vieja
3Hotel Nacional de Cuba
Preço:
Grátis (visita); consumo à parte
Duração:
1h-2h
Um hotel histórico dos anos 1930 que já hospedou celebridade internacional e figura política de destaque, com jardim de frente para o mar e bar tradicional para um mojito ao entardecer.
A visita externa e ao jardim é gratuita; o consumo no bar tem preço médio a alto para o padrão local.
Como chegar: A pé ou táxi, bairro Vedado
4Callejón de Hamel
Preço:
Grátis
Duração:
1h-2h
Uma ruela decorada com mural de arte afro-cubana e símbolo da religião santería, com apresentação de música rumba ao vivo aos domingos — um dos espaços culturais mais autênticos da cidade.
A visita é gratuita, com a apresentação de rumba dominical reunindo bastante gente. Vale chegar cedo para conseguir bom lugar.
Como chegar: A pé ou táxi, bairro Centro Habana
Muito boas
5Habana Vieja
Preço:
Grátis
Duração:
3h-4h
O centro histórico colonial de Havana, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial, com praça, igreja e fortificação espanhola bem preservadas em meio à vida cotidiana cubana.
Caminhar pela Habana Vieja é gratuito. É recomendado explorar tanto a área mais restaurada quanto ruela adjacente, que mostra um lado mais autêntico e menos posado da cidade.
Como chegar: A pé, centro histórico de Havana
Anagoria, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons
6Carros clássicos americanos
Preço:
Cerca de US$ 25-40 (passeio de 1h)
Duração:
1h-2h
Havana é famosa pelo grande número de carro americano dos anos 1950 ainda em circulação, resultado do embargo comercial que impediu a importação de veículo novo por décadas — muitos funcionam como táxi genuíno, não apenas atração turística posada.
Um passeio de uma hora em carro clássico conversível custa em torno de US$ 25-40, geralmente negociado diretamente com o motorista na rua.
Como chegar: Táxis espalhados pela Habana Vieja e o Malecón
kuhnmi, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons
7Malecón
Preço:
Grátis
Duração:
1h-2h
A avenida costeira mais famosa de Havana, com quase 8 km de extensão à beira-mar, onde morador local se reúne para pescar, tocar música e simplesmente observar o mar — um retrato genuíno da vida cotidiana da cidade.
O acesso é gratuito. É especialmente animado ao entardecer e nos fins de semana, quando o movimento de morador local aumenta bastante.
Como chegar: A pé, à beira-mar de Havana
8Fábrica de charutos (tour)
Preço:
Cerca de US$ 10-20
Duração:
1h-1h30
Cuba é mundialmente reconhecida pela produção de charuto de altíssima qualidade, e um tour por fábrica tradicional mostra o processo manual de enrolamento da folha de tabaco, técnica praticamente inalterada há décadas.
O tour guiado custa em torno de US$ 10-20 por pessoa. Muitas fábricas permitem compra direta de charuto ao final da visita.
Como chegar: Fábricas espalhadas pela Habana Vieja
9La Bodeguita del Medio e El Floridita
Preço:
Cerca de US$ 5-8 (coquetel)
Duração:
1h-1h30
Dois bares históricos frequentados por Ernest Hemingway durante sua estadia em Havana, famosos respectivamente pelo mojito e pelo daiquiri — hoje pontos obrigatórios de qualquer roteiro pela Habana Vieja.
Um coquetel custa em torno de US$ 5-8 em cada um dos bares, com preço um pouco mais elevado que a média local dado o valor histórico do local.
Como chegar: A pé, Habana Vieja
10Música ao vivo e salsa
Preço:
Grátis (consumo à parte) a US$ 10-20 (show)
Duração:
2h-4h (à noite)
Havana tem uma das cenas de música ao vivo mais genuínas da América Latina, com salsa, son cubano e bolero tocados em bar tradicional praticamente todas as noites da semana.
A entrada em muitos bares é gratuita, com consumação mínima. Casa de show mais elaborada pode cobrar ingresso em torno de US$ 10-20.
Como chegar: Bares espalhados pela Habana Vieja e o Vedado
11Bate-volta a Varadero
Preço:
Cerca de US$ 40-70
Duração:
Dia inteiro (cerca de 2h de viagem cada trecho)
A praia mais famosa de Cuba, com areia branca e mar turquesa, a cerca de 2 horas de Havana — um contraste tranquilo com a agitação urbana da capital.
O passeio guiado de dia inteiro custa em torno de US$ 40-70 por pessoa, incluindo transporte. Vale considerar pernoite se o objetivo for realmente aproveitar a praia com calma.
Como chegar: Van guiada, cerca de 2h de Havana
Se sobrar tempo
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Fusterlandia · Gastronomia cubana
12Fusterlandia
Preço:
Grátis
Duração:
1h30-2h
Um bairro inteiro transformado em obra de arte pelo artista cubano José Fuster, com mosaico colorido cobrindo casa, muro e até telhado — uma espécie de Gaudí cubano em bairro periférico da cidade.
A visita é gratuita, com o próprio ateliê do artista aberto à visitação. Fica um pouco afastado do circuito principal, exigindo táxi.
Como chegar: Táxi, bairro Jaimanitas, cerca de 20-25 min do centro
13Gastronomia cubana
Preço:
Cerca de US$ 8-20
Duração:
1h-2h
O ropa vieja, carne desfiada em molho de tomate, e o arroz congrí (arroz com feijão preto) são pratos tradicionais cubanos, encontrados tanto em restaurante estatal quanto em paladar (restaurante particular).
Uma refeição completa custa em torno de US$ 8-20 por pessoa, com paladar particular geralmente oferecendo melhor qualidade que restaurante estatal pelo mesmo preço.
Como chegar: Restaurantes e paladares espalhados pela cidade
Onde ficar em Havana?
Hostal Peregrino CubaFaixa de preço: $Para quem: Sozinho e Grupo
Hostel simples e social, boa opção de baixo custo.
Hotel Iberostar Grand PackardFaixa de preço: $$$Para quem: Casal
Hotel de padrão internacional de luxo, à beira do Malecón.
Melia CohibaFaixa de preço: $$Para quem: Casal e Família
Hotel de rede com bom custo-benefício, no bairro Vedado.
Hotel Nacional de CubaFaixa de preço: $$$Para quem: Casal
Hotel histórico icônico, com jardim e vista para o mar.
Hotel Sevilla HavanaFaixa de preço: $$Para quem: Casal e Família
Hotel histórico de charme, próximo à Habana Vieja.
As faixas ($ a $$$) comparam hospedagens dentro deste destino e não são tarifa; sem faixa, não temos base para comparar. Preço e disponibilidade mudam por data: confira no momento da reserva.
Quando ir a Havana?
Novembro a abril é a estação seca, com temperatura entre 20°C e 28°C e menos chance de chuva forte — a época mais procurada, também fora do período de risco de furacão no Caribe.
Maio a outubro é mais quente e chuvoso, com risco real de furacão entre junho e novembro, especialmente nos meses de pico (agosto a outubro) — vale acompanhar previsão específica se a viagem coincidir com esse período.
O ropa vieja, carne bovina desfiada em molho de tomate, é considerado um dos pratos mais tradicionais da culinária cubana, geralmente servido com arroz e feijão preto.
O paladar, um restaurante administrado por família particular em vez do governo, costuma oferecer qualidade e variedade superior ao restaurante estatal tradicional, pelo mesmo faixa de preço.
O mojito e o daiquiri, ambos com origem cubana, são as bebidas mais associadas ao país, com bares históricos como La Bodeguita del Medio e El Floridita sendo pontos tradicionais para experimentá-los.
Por que levar dinheiro em espécie é indispensável em Cuba?
Diferente da maioria dos destinos turísticos do mundo, Cuba tem um sistema financeiro isolado do sistema bancário internacional, resultado de décadas de embargo econômico — isso significa que cartão de crédito e débito emitido por banco americano, e frequentemente também por banco de outros países, simplesmente não funciona na maior parte dos estabelecimentos.
Viajante acostumado a resolver praticamente tudo com cartão em qualquer lugar do mundo pode se surpreender ao descobrir, já em Cuba, que hotel, restaurante e passeio local exigem pagamento em dinheiro físico — e caixa eletrônico internacional também tem funcionamento bastante limitado e pouco confiável na ilha.
Na prática, para quem visita: leve dinheiro em espécie (euro ou dólar americano, mais fáceis de trocar) suficiente para cobrir toda a viagem, calculando com folga para imprevisto — não conte com a possibilidade de sacar dinheiro ou usar cartão como plano de contingência dentro do país.
Perguntas frequentes
Brasileiro precisa de visto para visitar Cuba?
Sim, é necessário providenciar a tarjeta turística (visto de turista) antes da viagem, geralmente através de agência de viagem especializada ou do consulado cubano.
Funciona cartão de crédito em Cuba?
Muito pouco. A maioria dos estabelecimentos não aceita cartão de crédito ou débito internacional, especialmente os emitidos por banco americano. É essencial levar dinheiro em espécie suficiente para toda a viagem.
Quantos dias são ideais para conhecer Havana?
4 a 5 dias: um dia para a Habana Vieja e a Plaza de la Catedral, um dia para o Malecón e o Vedado, e um a dois dias extras para um bate-volta a Varadero ou uma noite de música ao vivo.
Os carros clássicos são só atração turística?
Não, muitos funcionam como táxi real usado por morador local no dia a dia, resultado do embargo que impediu a importação de carro novo por décadas — o passeio turístico é uma forma organizada de vivenciar essa realidade.
O que é um paladar em Cuba?
É um restaurante administrado por família particular, em vez de ser estatal — geralmente oferece melhor qualidade e variedade de comida que o restaurante governamental tradicional, pelo mesmo faixa de preço.
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